Crítica – Nick and Norah’s Infinite Playlist (2008)

Título Original
Nick And Norah’s infinite Playlist

Género
Comédia

Realizador
Peter Sollet

Argumentista
Lorene Scafaria

Elenco
Michael Cera, Kat Dennings, Aaron Yo, Jay Baruchel e Alexis Dziena


Conta a aventura nocturna que Nick e Norah irão ter, ao fim de ela pedir para ele ser namorado dela por 5 minutos.


Baseado na obra, com o mesmo nome, de Rachel Cho e David Levithan, este é um filme que conta a história de  Nick O’Leary, membro da banda maioritariamente homossexual, The Jurk Offs, e da forma como ele vai conhecer e consequentemente passar uma aventura nocturna com Norah Silverberg, quando ela lhe pede para ser seu namorado por 5 minutos.

É um filme de romance adolescente que entrega exactamente aquilo que promete, nem mais nem menos.

Proporciona algumas gargalhadas, alguns momentos de introspecção e as constantes perguntas, sem clara resposta, que já é comum nestes filmes: O que estou a fazer com a minha vida? Que género de pessoa é suposto eu ser?

Michael Cera e Kat Dennings interpretam as personagens principais. Aqui estabelece-se um pouco o problema, não necessariamente por falha deles, mas a química que estabelecem não é das melhores. Com outra actriz acho que Cera conseguiria ter um melhor feedback e balanço no que toca às piadas do filme. Ou então, com uma Kat Dennings mais actual, já que neste momento o seu currículo está muito mais cheio do que estava na altura, e, tendo em conta os papéis que tem desempenhado desde então, ela nunca seria a escolha certa para o papel que desempenha neste filme. Contudo, ali os tempo eram outros, o seu currículo estava muito mais vazio, e terá sido este o filme que provavelmente lhe forneceu mais algumas oportunidades.

Curiosamente a química de Cera com Alexis Dziena, que interpreta a sua detestável ex-namorada, pareceu-me mais honesta e menos forçada. Os poucos momentos que partilham de ecrã pareceram realmente puros e cómicos na sua naturalidade e no quão reais e credíveis pareciam ser.

Michael Cera por sua vez já ia bem lançado, tendo previamente entrado em Juno e Super-Baldas, e obviamente, em Arrested Development.
É um daqueles actores em que as pessoas ou adoram ou odeiam. Eu pessoalmente, sou grande fã, e são poucos os projectos dele que eu acabe por não gostar. Não necessariamente por si, ou pelo trabalho que desempenha, mas entra em bom material.

Juno e Super-Bad são dois filmes bem diferentes, apesar de ambos focarem este amor juvenil, e são dois dos meus filmes preferidos. Ambos com um guião formidável, muito cómico e ao mesmo tempo muito honestos e reais em relação ao que é ser jovem e adolescente. Aos problemas e às dificuldades que passamos e que enfrentamos.

Digo isto para explicar que com isto em mente, foi esta sua presença neste filme que me motivou a vê-lo.

E infelizmente terá de ir para a lista dos raros projectos de Cera que não me dizem muito.

É um filme que viverá apenas do seu elemento cómico. Tem o final óbvio e esperado para o qual começamos a caminhar desde o início, e as questões filosóficas ou emocionais que possa eventualmente colocar, fá-lo com grande esforço por parte do intérprete, porque na realidade é uma película muito vazia de significado.

O que não tem necessariamente nada de errado, um filme pode ser apenas uma desculpa para sorrir e não fazer pensar, mas nesse caso teria de ser muito mais cómico do que é. São maioritariamente piadas de circunstância ou comédia física que resultam unicamente devido a Cera e ao quão natural ele é em cenas que envolvam constrangimento ou desconforto.

Admiro o elemento homossexual que inserem neste filme, e a forma como é tratado, apesar de não ter qualquer peso para história ou para o seu desenvolvimento.
Colocam-no lá, e deixam-no pairar nos momentos que acharam necessários, mas sem tentarem ser uma filme de consciência pública ou de mensagem para a audiência. Deixaram essas cenas manter a naturalidade e a casualidade que teriam se fossem outras pessoas com outros gostos, o que acaba por ter um significado e uma mensagem ainda maior. Se bem que foi curioso, apesar da insinuação ou das constantes piadas sobre o à vontade que eles tinham em relação a quem são, não haver realmente nenhum momento que o mostrasse ou evidenciasse, como um simples beijo ou algo semelhante.

A banda sonora é outros dos pontos positivos.
Boas referências e um bom equilíbrio, algo que me fez lembrar o filme, de qualidade superior, que iria sair anos mais tarde em 2013, Begin Again.

No final é um filme de comédia romântica e adolescente, com uma boa música, algumas gargalhadas, mas sem conteúdo ou tentativas de deixar impacto.


Veredicto Final: 5/10

É um filme que não tenta ser mais do que esperamos dele. Alguns momentos cómicos, paixão adolescente e uma banda sonora com alguma qualidade.
Uma boa companhia para um final de tarde chuvoso.

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