The Ranch – 1ª Temporada (2016)

Título
The Ranch

Género
Comédia

Criador
Jim Patterson e  Don Reo

Elenco
Ashton Kutcher, Danny Masterson, Debra Winger, Sam Elliot e Elisha Cuthbert


Colt regressa a casa para trabalhar na quinta da sua família, ao fim da carreira como jogador de futebol não dar certo.


The Ranch é uma série de comédia criada por Jim Patterson e Don Reo, argumentistas que já tinham trabalhado com Ashton Kutcher na série Two And A Half Men.
É protagonizada por Ashton Kutcher, Sam Elliot e Danny Masterson nos papéis principais.

A primeira temporada foi divida em duas partes, cada um com 10 episódios, e está disponível na sua totalidade na Netflix.
A segunda temporada irá estrear em 2017. De momento não sei informar se irá consistir novamente em dois lançamentos separados ou se colocam os 20 episódios todos juntos.

É uma sitcom, por isso ao fim de qualquer momento minimamente cómico irão ouvir o riso de uma plateia, contudo tem o pormenor diferente de, por ser na Netflix, não ter censura. Assim sendo, irão ouvir muitas vezes a palavra “fuck” e os seus derivados, um uso em alguns casos até excessivo, mas que tendo em conta o cenário rural em que está inserida, acaba por não destoar.

A história começa quando Colt Bennett (Ashton Kutcher) regressa a casa, ao fim da sua carreira como jogador profissional de Futebol Americano não ter corrido como era esperado.
Regressa para a quinta da sua família em Garrison, Colorado. À sua espera tem o seu pai Beau Bennett ( Sam Elliott), o seu irmão Jameson “Rooster” Bennett (Danny Masterson) e a sua mãe Maggie Bennet (Debra Winger).

Passa-se num estado democrata, mas é essencialmente uma série republicana no que toca aos ideais que são lá discutidos, especialmente por Beau Bennett que considera Hillary Clinton um autêntico monstro. Contudo, não tem qualquer agenda política e qualquer menção desses aspectos é utilizado para criar algum momento cómico com Beau. É uma personagem rica em citações e na sua falta de predisposição para qualquer tipo de confraternização ou momento mais sentimental
Sam Elliott interpreta muito bem este papel, um pouco semelhante ao que já tem feito noutros filmes, nomeadamente em Did You Hear About The Morgans?. E será facilmente a personagem preferida de muitos espectadores.

Ashton interpreta o papel que lhe é característico, rapaz atraente mas sem cérebro que só diz coisas sem sentido e tenta criar alívio cómico com a sua ignorância. Por si só não consegue cativar, mas tem uma boa química com o resto das personagens, particularmente com Danny que interpreta o seu irmão, e assim sendo consegue arrancar algumas gargalhadas.
Ashton e Danny já trabalharam juntos na série That ’70s Show, isso facilita e torna mais naturais as suas cenas e a sua ligação. Os tributos a essa série estão presentes ao longo desta primeira temporada, desde citações iguais ou muito parecidas até momentos que são referências directas a algo que lá tinha acontecido.

Foi uma série que vi apenas porque tenho Netflix e apareceu lá a notificação que tinha estreado, e como são os típicos episódios curtos, que andam entre os 20 e os 30 minutos, decidi experimentar.

Surpreendentemente, gostei da série.
Tem boas prestações? Não necessariamente.
Tem uma narrativa interessante e cativante? Não, é tudo muito solto e genérico com um outro momento mais dramático, mas previsível.

Então, o que me atrai na série?

É uma sitcom com personagens humanas e fáceis de gostar. São aquele tipo de pessoas com quem nos víamos a sair e ir a um bar, passar uns bons momentos.
Não tem efeitos especiais ou grandes voltas no enredo, são apenas pessoas comuns que têm uma vida perfeitamente normal e simples. Permite ao espectador desligar um pouco do mundo e do stress que o rodeia e ver uma série que não nos faz pensar, apenas rir um pouco.

Foca honestamente a classe trabalhadora, representa bem aquilo que é trabalhar no campo, alimentando ocasionalmente alguns estereótipos mas sem ser ofensiva ou faltar ao respeito.
Apesar das asneiras e de algum humor mais questionável, tem um lado emocional forte. Não se afasta de alguns tópicos mais difíceis sobre o que é fazer parte de uma família, tenta ter uma moral, esforça-se para que as personagens cresçam e se desenvolvam. E isto é especialmente notório na segunda parta da primeira temporada.
Por fim, os cenários estão extremamente bem feitos e decorados, para sitcom, é realmente louvável.

É uma série que recebeu críticas mistas, como seria de esperar, contudo foi das mais vistas na Netflix.
Julgo que houve muitas pessoas a identificarem-se com o que eu descrevi em cima, especialmente na América, mas no fundo é essencialmente um guilty pleasure.
Uma daquelas coisas que apesar de reconhecermos as suas inúmeras falhas, continua a fazer-nos felizes e a proporcionar bons momentos.


Veredicto Final: 5/10

Uma sitcom genérica, que não acrescenta nada de novo ao género.
Não vai ganhar prémios para nenhum dos envolvidos, mas também não é esse o seu objectivo. Se a conseguirem aceitar puramente por aquilo que é, torna-se algo fácil e atraente de ver.
Caso contrário, há muito melhor por onde escolher.

 

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