Crítica – Nem Respires (2016)

Título Original
Don’t Breathe

Género
Terror

Realizador
Fede Alvarez

Argumentistas
Fede Alvarez e Rodo Sayagues

Elenco
Stephen Lang, Jane Levy, Dylan Minnette, Daniel Zovatto, Emma Vercovici


Três adolescentes decidem assaltar a casa de um veterano de guerra invisual, assumindo que será dinheiro fácil.
Rapidamente se apercebem que o homem não é tão indefeso como parece.


Ao fim da quantidade absurda de sangue e gore a que recorreu na sua primeira longa metragem, Fede Alvarez realiza aqui uma película mais contida e realista.

Em Don’t Breathe, Rocky (Jane Levy), Alex (Dylan Minnette) e Money (Daniel Zovatto) são três adolescentes que ganham a vida a assaltar casas.
Quando descobrem que um veterano de guerra (Stephen Lang) invisual e que vive sozinho poderá ter uma pequena fortuna em casa, decidem fazer um último golpe assumindo que será dinheiro fácil.
Porém, rapidamente descobrem que este homem não é tão indefeso como parece.

É uma premissa um pouco difícil de aceitar, porque torna-se complicado para o espectador criar alguma ligação emocional ou sentir qualquer tipo de empatia por um grupo de delinquentes que decidem assaltar um invisual.
Então, como seria de esperar, o filme apressa-se não só a demonstrar o quão perigoso este homem é, como na realidade será ele o antagonista do filme.
E a partir do momento em que ele descobre que não está sozinho, a sua casa irá tornar-se um inferno de horrores para os assaltantes agora tornados vítimas neste jogo mortal de gato e rato.

Algures aqui estava um excelente thriller de acção com uma premissa cativante, sobre um homem cego que tem de defender a sua casa e a sua vida de um grupo de assaltantes perigosos e sem escrúpulos.
Infelizmente, recebemos este thriller de horror em que na tentativa de tornar os assaltantes os protagonistas e “heróis”, a personagem de Stephen Lang vai tendo comportamentos cada vez mais atrozes e negros até ser apenas ridículo tudo o que está a acontecer.

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O único ponto positivo neste filme, é Stephen Lang.
Apenas com cerca de treze falas, a intensidade e poder que coloca neste antagonista e na sua prestação, dão realmente uma ideia clara do quão perigoso e mortal é este homem.
A sua expressão facial, todo o seu comportamento corporal e até o olhar vazio através da cara cicatrizada, são tudo factores que ajudam a tornar a sua personagem em algo mais que as restantes. É sem dúvida a personagem mais interessante e aquele que eu gostaria de ter conhecido mais e ver desenvolvida.

É um filme muito fraco e ridículo, que desperdiça o potencial da sua premissa e o talento de Lang ao colocar o espectador a seguir um grupo de personagens que não irão interessar em ninguém.
É verdade que tentam demonstrar os motivos que levam os jovens a querer fazer isto, e tentam demonstrar que o homem cego é mau. Mas antes de isso acontecer, tudo o que eu vejo é um grupo de delinquentes a ir assaltar um homem cego, sozinho, destruído pela dor e pela perda e provavelmente assustado e depressivo, e a partir daí, por mais que tentem denegrir a personagem em si, não consigo sentir pena nenhuma por aquilo que irá acontecer aos três jovens.
É um filme sem personagens boas, apenas pessoas más a fazerem coisas más umas às outras.


Veredicto Final: 5/10

Tem uma premissa com potencial, mas é completamente desperdiçada por o foco ser colocado nas personagens erradas.
Stephen Lang é a única característica redimível deste filme, mas infelizmente não é suficiente para merecer a sua visualização.

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