Crítica – Michael Bolton’s Big, Sexy Valentine’s Day Special (2017)

Título Original
Michael Bolton’s Big, Sexy Valentine’s Day Special

Género
Comédia

Realizador
Scott Aukerman, Akiva Schaffer

Argumentistas
Scott Aukerman, David Ferguson, Mike Hanford e Tim Kalpakis

Elenco
Michael Bolton, Brooke Shields, Adam Scott, Bob Saget e Louie Anderson


Quando os duendes produziram brinquedos a mais, o Pai Natal fica na situação impossível de ter uma oferta maior que a procura.
Assim, recorre a Michael Bolton, “O maior amante do mundo”, para ele conseguir convencer as pessoas a fazer amor e fornecerem ao mundo mais 75.000 bebés.


Ao fim da sua hilariante colaboração com os The Lonely Island na música Captain Jack SparrowMichael Bolton volta a aceitar fazer uma paródia de si próprio.

Desta vez, no lugar de um videoclip, temos direito a um spoof aos programas do tipo teleton.
Estes programas funcionam como maratonas televisivas com vista a angariar fundos para uma dada causa. Ao longo do programa há participações especiais de celebridades, números musicais, e regra geral, são também celebridades que estão a atender os telefonemas das pessoas que decidem contribuir e ajudar.

É uma premissa ridícula e descabida, mas vindo das mentes que nos trouxeram os melhores sketches do SNL e do criador do programa Between Two Ferns, não podíamos esperar algo muito diferente.

Ao fim do musical especial de Natal que a Netflix produziu em 2015 com Bill Murray, intitulado A Very Murray Christmas, sentia-me curioso se seria algo que iram voltar a fazer ou se tinha sido um evento isolado.
Aqui, temos um especial de Dia dos Namorados que se passa no Natal, mas que tem como tema principal o sexo e o amor.
Tal como o de Bill Murray só irá agradar aos fãs do actor, este também só irá realmente interessar a quem conheça Lonely Island e o tipo de humor absurdo e in your face que eles praticam, ou então a queira ver o lado surpreendentemente cómico de Michael Bolton.

Apesar de neste tipo de paródias musicais a história não ser um requerimento, é necessário que se tente sempre criar uma ligação entre as várias cenas, por menor desenvolvimento que tenha.
A Very Murray Christmas nesse aspecto consegue fazê-lo com mais sucesso.
Aqui, devido ao ambiente mais fechado de se passar tudo num programa televisivo, existe muito pouco desenvolvimento para o espectador desfrutar, e no fundo, acaba por ser apenas um programa televisivo com inúmeros cameos de várias celebridades, números musicais e sketches.
No fim, tenta-se criar uma espécie de história com um momento mais emocional para Michael Bolton, mas é apenas uma porta para mais um momento cómico que não acaba por levar a lado nenhum ou criar algum tipo de consequências.

É um programa leve, que irá fornecer algumas gargalhadas, relembrar algumas celebridades e momentos dos anos 80 e demonstrar o grande sentido de humor de Michael Bolton por aceitar participar em algo assim.
Consegue fornecer algumas gargalhadas, e tem um certo timing cómico que não esperava dele.


Veredicto Final
6/10

É um spoof cómico e diferente que consegue captar a magia dos anos 80 e dar aos fãs de Michael Bolton um lado do artista que não se tinha visto antes.

Contudo, se não forem fãs do humor característico de Lonely Island dificilmente será do vosso interesse.

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