Scream: The TV Series – 2ª Temporada (2016)

Título Original
Scream – The TV Series

Género
Terror

Criadores
Jay Beattie, Jill E. Blotevogel, Dan Dworkin

Elenco
Willa Fitzgerald, John Karna, Carlson Young, Bex Taylor-Klaus, Tracy Middendorf


Esta temporada passa-se três meses depois do final da primeira temporada.
Emma regressa a Lakewood ao fim de se ter ausentado para recuperar do trauma psicológico que sofreu.
Contudo, depressa se apercebe que um novo assassino estava apenas à espera que ela recuperasse, para poder começar tudo de novo.


Esta crítica irá conter spoilers da primeira temporada.

No final da primeira temporada foi revelado que a assassina era Piper Shaw.
O motivo foi o facto de ela ser meia-irmã de Emma. Sentia raiva por ter sido abandonada e o seu pai ser considerado um monstro.

A série encerra com um cliffhanger, em que ficamos a saber que o assassino tinha um cúmplice e que Audrey tem um passado com misterioso com Piper.

Foi uma temporada que se inspirou maioritariamente no terceiro filme da saga, enquanto esta se relaciona tanto com elementos do primeiro como do segundo.

A segunda temporada passa-se três meses depois do final da anterior.
Emma regressa a Lakewood, ao fim de se ter ido embora para recuperar.
Contudo, depressa se apercebe que alguém estava à espera para concluir o trabalho de Piper.

É uma temporada que tenta corrigir alguns erros da primeira, mas continua com a fasquia da qualidade num nível muito baixo.
Esta temporada tem 12 episódios, mais dois que a anterior, e a terceira irá estrear este ano.

A revelação de quem é este segundo assassino irá conseguir tapar algumas lacunas de antes, mas a ligação estabelecida é um pouco forçada e nem sempre faz sentido.
Contudo, visto  como algo separado e individual, é uma temporada com um assassino que faz mais sentido. São vários os momentos em que o assassino desaparece para essa personagem aparecer misteriosamente no seu lugar, o que ajuda na lógica da revelação final mas também permite que o espectador chegue a essa conclusão muito rapidamente, pessoalmente, no episódio 6 já não tinha dúvidas sobre quem seria.

A prestação dos actores continua na sua generalidade muito rígida e fraca, havendo imensos momentos constrangedores.
E o argumento continua sem ter noção do que é ser humano e de como as pessoas reagem a várias situações, não há qualquer peso emocional. Uma personagem pode perder o pai, ou o namorado ou o amigo, para passado pouco tempo já estar com piadas ou completamente desligada da dor que deveria estar a sentir. O choque para as personagens, na sua generalidade, só se dá na altura da  perda e em muitas ocasiões quando passamos para uma nova cena já estamos apenas a caminhar naturalmente para outra morte como se a anterior não tivesse significado.
Infelizmente é normal a audiência não sentir pena por nenhuma das personagens, porque elas estão mal desenvolvidas, mas ao menos as personagens deveriam sentir pena umas das outras, deveria haver uma ligação com estrutura e fundamento.

As decisões que as personagens tomam continuam a ser do mais ilógico que há, os argumentistas planearam um final e arrastam a história ao seu encontro, ignorando o facto de muitas das vezes não fazer qualquer sentido o que está a acontecer.
O assassino desta segunda temporada é apresentado como um autêntico génio, ainda mais que o da primeira (e lá eram dois a trabalhar em conjunto!).
O plano que ele tem para cada uma das personagens é ridículo, e o único motivo pelo qual ele resulta na perfeição é porque todas as personagens tomam decisão errada atrás de decisão errada. Ninguém iria fazer o que estas pessoas fazem ao longo de todos os episódios.

E todas as mortes desta temporada são previsíveis, morreram exactamente todas as personagens dispensáveis para a história. Apesar de ter de dizer que é surpreendente alguém ficar vivo, tendo em conta o quão estúpidas são todas elas.
Elas vão constantemente sozinhas e desarmadas para locais escuros e perigosos, algumas deixam informação sensível e perigosa em locais óbvios, e mesmo ao fim de saberem que o assassino tem o hábito de aceder aos telemóveis das outras pessoas, continuam a fazer sempre o que os seus amigos pedem, mesmo quando é óbvio que é o assassino quem está a falar com eles, porque mais ninguém lhes pediria aquilo.

Ainda em relação ao assassino, ele nunca iria ter certos comportamentos que tem em alturas que está sozinho. São obviamente os argumentistas a tentarem disfarçar quem a personagem realmente é.
Há toda uma história do seu passado que vai surgir, e é uma explicação absurda e preguiçosa. Não há hipótese nenhuma de aquilo não se saber, as pessoas iriam naturalmente comentar e discutir isso, especialmente tendo em conta que estamos a falar de adolescentes num liceu que adoram polémica e destruir a vida uns aos outros.

Uma outra coisa que me incomodava muito na primeira temporada era os telemóveis, que estavam sempre com som! Há uma cena no meio de uma sala de aula em que tocam os telemóveis dos alunos todos, e isto acontece muitas outras vezes, sem haver qualquer reacção por parte do professor, é ridículo.
Aqui o realizador chegou à conclusão que pode apenas colocar o som do telemóvel a vibrar para o espectador saber que alguém recebeu mensagem.
Infelizmente há alturas em que o telemóvel começa a vibrar, para de seguida tocar, ou então vibrar suficientemente alto, ao ponto de um telemóvel fechado numa mala na mesa se ouvir numa sala cheia de pessoas.

Podia aqui enumerar muitos outros momentos ridículos e sem sentido, mas não vale a pena.
Até porque a única coisa que a série tem a seu favor são esses momentos ridículos, caso contrário seria apenas horrível.

Em relação ao final da temporada, é preguiçoso, ridículo e ofensivo.
É ofensivo para todos os envolvidos: actores que tiveram de representar a estupidez que foi escrita e audiência que tem de a ver e aceitar.
O assassino, como já disse antes, é um génio ao longo de toda a temporada. Corre tudo como essa personagem quer, as vítimas estão sempre onde ele quer, vão sempre para onde ele quer, não há surpresas nenhumas, eles tomam sempre as decisões que ele esperava.
Contudo, no fim, devido a formular uma frase de forma parecida a algo que o assassino tinha dito ao telemóvel, é desmascarado. Mais estúpido ainda, nem se tenta defender, admite logo.
E para concluir, o assassino que ao longo da série assustou, intimidou, matou e demonstrou ser extremamente forte, é derrotado da forma mais fácil e ridícula possível, na altura em que está armado com uma arma e uma faca, com uma das vítimas amarradas e a outra magoada e a fugir.


Veredicto Final: 4/10

Consegue melhorar alguns aspectos da primeira temporada, nomeadamente na conexão entre quem é o assassino e as pistas que espalha pela série.
As prestações apesar de continuarem horríveis melhoram um pouco.
Contudo, uma escrita absurda e ridícula continuam a prejudicar qualquer potencial que a série quer ter, e devido à forma como tudo acaba no último episódio é impossível para mim aumentar a sua nota.
A minha recomendação continua a manter-se apenas no aspecto de poderem rir com o ridículo da situação.

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2 thoughts on “Scream: The TV Series – 2ª Temporada (2016)

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