Scream – Halloween Special (2016)

Título Original
Halloween Special

Género
Terror

Realizador
Oz Scott

Argumentistas
Jill E. Blotevogel, Dan Dworkin, Jay Beattie, Brian Sieve

Elenco
Willa Fitzgerald, Bex Taylor-Klaus, John Karna, Amadeus Serafini, Carlson Young


Quatro meses depois dos acontecimentos da segunda temporada, o Halloween chegou a Lakewood.
Os jovens seguiram com a sua vida e este segundo encontro com a morte não deixou tantas marcas como o anterior.
Noah e Gustavo juntaram-se para criar uma BD sobre os acontecimentos e tiveram muito sucesso, então para investigar uma história para a sequela decidem viajar até Murder Island. Uma ilha que também tem a sua história negra, sobre uma rapariga que matou a sua mãe e o seu amante e as famílias de ambos.
Contudo, ao fim de se encontraram na ilha, apercebem-se que alguém decidiu tornar a lenda em realidade, e agora encontram-se uma vez mais a lutar pelas suas vidas contra um novo assassino.


Esta crítica contém spoilers para a primeira e segunda temporadas.

No final da segunda temporada foi revelado que o assassino era Kieran Wilcox, o namorado de Emma.
Da mesma forma que a primeira temporada se inspirou no terceiro filme da saga, esta foi buscar inspiração ao primeiro (o assassino é o namorado) e ao segundo (vingança).
Kieran era alguém perdido, e quando conheceu Piper ela deu-lhe a conhecer o quão bom é tirar uma vida, juntos decidiram ir para Lakewood espalhar o caos. Quando as coisas não correm como era planeado e Piper morre, Kieran decide acabar o trabalho sozinho e vingar a sua amada.

O motivo pelo qual decidi escrever uma crítica individual para este episódio é porque não o considero como parte da segunda temporada, ao contrário do IMDb e provavelmente a maioria das pessoas.
Acho mais apropriado a segunda temporada, tal como a primeira, encerrar-se com a revelação de quem foi o assassino.
Assim, este episódio especial é uma espécie de 2.5, um extra que fundamente um pouco mais o final da segunda temporada e tenta criar alguma expectativa para o que irá surgir na terceira.

Quatro meses depois dos acontecimentos da segunda temporada, o Halloween chegou a Lakewood.
Os jovens seguiram com a sua vida e este segundo encontro com a morte não deixou tantas marcas como o anterior.
Noah e Gustavo juntaram-se para criar uma BD sobre os acontecimentos e tiveram muito sucesso, então para investigar uma história para a sequela decidem viajar até Murder Island. Uma ilha que também tem a sua história negra, sobre uma rapariga que matou a sua mãe e o seu amante e as famílias de ambos.
Contudo, ao fim de se encontraram na ilha, apercebem-se que alguém decidiu tornar a lenda em realidade, e agora encontram-se uma vez mais a lutar pelas suas vidas contra um novo assassino.

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Este episódio conclui a segunda temporada no início, e cria alguma expectativa para a terceira no final.
Entre o início e o final desse episódio, o que temos aqui é uma espécie de episódio de Scooby-Doo, ou Uma Aventura.
Desperdiçam o potencial da história, diluindo-a com um novo assassino e um motivo completamente diferente, o que começa de certa forma a dar a ideia que estes jovens estão amaldiçoados e numa espécie de ciclo infernal e sem fim.

Tento em conta a duração, por serem basicamente dois episódios juntos, o que temos aqui é um filme. E tendo em conta essa perspectiva, poderiam ter tentado chamar um realizador reconhecido e talentoso para dar um visual único e diferente ao episódio, dar-lhe algum poder e aumentar a sua qualidade.
Em vez disso, desperdiçam-no com Oz Scott que transforma este especial no mesmo que os restantes episódios, e todas as suas banalidades e clichés.

À excepção de Audrey e Emma, gostei mais das personagens neste episódio, começam a crescer e a ter alguma espécie de dimensão que até aqui ainda não tinham.
Audrey aqui parece ter desenvolvido uma personalidade mais estranha e irritante.
Emma por sua vez, é uma personagem que desejo que morra desde a primeira temporada, mas infelizmente, sendo o centro da história isso não irá acontecer, a não ser talvez no final da série. Aqui nota-se que a estão tentar aproximar de Sidney, está mais corajosa e começou a ter aulas de auto-defesa, mas precisam seriamente de escrever melhor diálogo para ela.

O início do episódio surpreendeu-me. Não era aquele o destino que esperava para aquela personagem, pensei que uma nova equipa se fosse criar, e apesar de ter sido uma escolha ousada, acho que foi um erro, e perderam uma oportunidade de criar algo de mais interessante e único com mestre/aprendiz.

A história do segundo episódio é um pouco ridícula. Deixou-me curioso em relação a quem seria o assassino e pensei até que fosse já o da terceira temporada, com um visual diferente para criar mais suspense, mas quando mostram quem é e o porquê, o poder desaparece todo.
O início do episódio foi para justificar o “Especial” no título, mas a partir daí é fácil concluir que não iria acontecer nada de mal a mais nenhuma das personagens relevantes, isso fica guardado para a terceira temporada.
A partir do momento em que compreendemos isso e decidem dar a conhecer ao público a meio do episódio quem é o assassino, todo o poder, curiosidade e ansiedade desaparecem.
E se até ali já tinham havido alguns erros e coisas sem sentido, o que acontece a seguir parece uma comédia.

A dada altura Emma está numa sala que tem duas portas que partilham o mesmo corredor.
O assassino, que nós já sabemos quem é, entra mascarado e armado, e ataca-a.
Emma afugenta-o e ele sai por uma das portas, para logo de seguida, no espaço de segundos, entrar pela outra porta sem máscara a dizer que ouviu um barulho e a perguntar se ela está bem.
Fiquei pasmado, não só por ela não se aperceber do óbvio, mas especialmente pelo facto de alguém ter achado que isto fazia sentido, escrever, realizar, actuar e por fim partilharem com o mundo…

Em relação ao final do episódio, são dadas a conhecer as duas personagens que regressam a Lakewood e o caos que estará prestes a recomeçar.

Encerro a crítica aqui, porque torna-se difícil alongar-me mais sem estragar o episódio com spoilers.
Esta é uma série que não poderá continuar por muito mais tempo, porque a dada altura torna-se praticamente impossível de acreditar que os assassinos não param de surgir.
Assim sendo, na minha opinião, quatro temporadas seria o ideal.
O assassino desta terceira, se for quem eu penso, não deveria morrer no final, devia dar essa ideia, mas regressar para a quarta. E aí o ciclo encerrava-se numa luta final, em que Emma matava esta última ameaça, mas morreria também.


Veredicto Final: 5/10

É um episódio que só interessa realmente pelo início e pelo final, tudo o que está no meio é apenas um extra sem qualquer valor.
Criaram aqui uma possibilidade interessante para a terceira temporada, e se este assassino for tão habilidoso como parece, o nível de mortes e de horror irá ser maior que antes.

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