Slasher – 1ª Temporada (2016)

Título Original
Slasher

Género
Terror

Criador
Aaron Martin

Argumentista
Aaron Martin

Elenco
Katie McGrath, Brandon Jay McLaren, Steve Byers, Patrick Garrow, Erin Karpluk


Uma jovem regressa à pequena cidade onde os seus pais foram assassinados, apenas para ver o seu passado a reaparecer quando uma nova série de homicídios começa.


Slasher é uma antologia. Como tal, esta primeira temporada vale por si só, terá uma história com início, desenvolvimento e conclusão sem continuar numa segunda.
De momento não há planos para uma segunda temporada.

Produzida em associação com a rede canadiana Super Channel, Slasher é a primeira série original da emissora Chiller.
Tem apenas 8 episódios, mas longos, a rondar os 50 minutos.

A história é realmente interessante e tem potencial, e numa altura em que o género slasher já não é tão mencionado como em anos anteriores, é refrescante receber uma oferta que tenta homenagear o género.
Foca-se especialmente em homenagear Halloween, não só com a insistência dessa época festiva e das abóboras, mas também com o facto de ser uma rapariga que cresce para ser uma mulher atormentada por um passado que insiste em não a deixar seguir em frente.

Trata-se então de uma adição que revigora o género enquanto homenageia os clássicos?
Vamos analisar e tentar chegar a uma conclusão.


Aspectos positivos

  • A história.
    A ideia de um assassino que decide começar a castigar aqueles que cometem os sete pecados mortais, é um tema interessante. E ao contrário de Seven, em que ele encenava os homicídios de forma a criar um tributo para um dado pecado mortal, aqui o assassino, referido como o carrasco, mata aqueles que cometeram esse pecado de acordo com o castigo que é atribuído a esse mesmo pecado.
    Contudo esta última parte é ficção. Na Bíblia realmente são mencionados os pecados mortais, mas não são mencionados os castigos a que eles se referem nesta série, e isso incomodou-me um pouco. Porque sendo uma série que tenta, na sua maior parte, ser minimamente realista, achei que poderiam ter mencionado esses castigos sem dizerem que eram inspirados pela bíblia, poderia ter sido criada outra forma de isso fazer sentido, e assim não iriam prejudicar a veracidade da sua premissa.
  • A cinematografia.
    Apesar de ser uma série de orçamento baixo, e isso é perfeitamente notório nos momentos em que recorrem a CGI, os ângulos, a fotografia, iluminação e forma como é filmada, são características em que consegue ter relativo sucesso. Há muitas imagens bonitas e bem capturadas ao longo da série, não só do por do sol e outros elementos da natureza, mas também nas mortes e na forma como decidiram capturá-las.

Aspectos negativos

  • Desenrolar da história.
    Tem um arranque interessante e com potencial, mas é desperdiçado com um desenvolvimento mecânico, previsível e em muitas alturas simplesmente irritante e antinatural.
  • As personagens.
    A única personagem que gostei nesta série foi o assassino, e isso foi apenas por ele não falar, apenas capturar e assassinar. Tem uma vestimenta diferente e interessante, sabe lutar e manobrar as suas armas com sucesso e tem imaginação e originalidade no que toca a matar as suas vítimas.
    De resto, todas as outras personagens são pessoas absolutamente horríveis e desprezíveis, e até o assassino perde o interesse assim que se sabe quem ele é.
    Não há qualquer qualidade redentora em qualquer uma destas personagens, são mal educadas, arrogantes, antipáticas, orgulhosas, honestamente qualquer uma delas podia ser a vítima do assassino.
    Não sentimos empatia por nenhuma das personagens. E isso é culpa do argumentista, e um erro enorme.
    As pessoas queixam-se que não há personagens femininas com papéis de destaque e concordo, mas aparentemente não há muitos argumentistas que saibam criar personagens femininas fortes sem as deixarem arrogantes, egocêntricas e convencidas…
    Tal como Scream The TV Series, esta também falha.
    Mas enquanto essa tem a personagem irritante e mal desenvolvida, aqui esta é alguém perfeitamente odiável. Mete-se constantemente onde não é chamada, acha que sabe tudo mesmo quando obviamente não sabe nada. Decide não perdoar a personagens que merecem perdão enquanto perdoa outras sem perdão possível, enfim há imensos momentos em que ela é a personagem mais odiável no ecrã.
    Até uma mãe que perde uma filha e o marido, por quem seria tão fácil sentir pena e tentar criar alguma ligação emocional, é transformada numa bêbada com alucinações que odeia tudo e todos, trata mal toda a gente e tem comportamentos absolutamente ridículos. E compreendo que isso possa acontecer, mas nesta série é uma constante para todas as personagens.

  • Casting.
    Nenhum dos actores tem uma prestação memorável, há apenas umas menos más, não necessariamente uma que seja boa.
    Contudo a actriz principal é horrível, simplesmente horrível. Há alturas em que tem um sotaque, outras em que não tem. Faz constantemente caras estranhas quando tenta pronunciar certas falas, e não há qualquer esforço em tornar momentos de alegria ou de tristeza em algo natural.
    Já interpreta uma personagem de quem é impossível gostar, mas com uma prestação tão má por parte de Katie McGrath, esta é sem dúvida a maior falha de casting e da série em si.
    Outro problema é o facto de os actores não fazerem sentido para as personagens. É uma série com flashbacks, e assim vamos ver constantemente as mesmas personagens quando são mais velhas e quando são mais novas e aqui não houve qualquer cuidado a escolher os actores.
    Uma personagem num flashback tem 1.78, passados uns anos quando é mais velho já está obviamente mais alto com 1.83.
    E há muitos mais momentos assim, e aqui pode parecer pouco, mas quando estamos a ver aquilo no ecrã, incomoda muito.
    O assassino tem 1.88 de altura, a dada altura para não ser apanhado decide incriminar outra pessoa, que tem 1.73…
    A mulher desse homem mais baixo já tinha estado com o assassino, tal como outra vítima que sobreviveu, e ninguém questiona esse facto.
    É irritante…
  • O final.
    Não vou entrar em detalhes, porque não coloco spoilers nas minhas críticas, mas é um desperdício enorme de tudo.
    É um desperdício de um assassino tão bom com uma revelação que não tem qualquer sentido, e acima de tudo, a hesitação dele em matar uma personagem no fim é completamente irracional, já que momentos antes estava prestes a desfazer-lhe a cabeça se não fosse outra pessoa a evitá-lo.
    Juntamos a isso o facto de termos uma personagem a sobreviver que durante a série demonstrou alegria com a morte de outros, apenas porque lhe era benéfico, e sentimos que esta foi uma viagem sem interesse ou crescimento, não há qualquer transformação em nenhuma das personagens. São pessoas horríveis, que tiveram a sorte de sobreviver a algo horrível.
    E uma cena final que tenta dar a ideia de continuação do horror é completamente desnecessária e prejudica ainda mais o que aconteceu antes.

A série Scream é igualmente horrível em inúmeros aspectos, mas é um horrível que se torna divertido de ver.
Aqui não é o caso, é simplesmente horrível. A ideia constante que todos os envolvidos fornecem de que isto é algo épico e um potencial clássico é apenas constrangedora e equivocada.

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Veredicto Final: 3/10

Uma série em que os elementos negativos ultrapassam em demasia os positivos, e os poucos positivos que tem, não conseguem ser motivo suficiente para merecer uma visualização.

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