Frozen: O Reino Do Gelo (2013)

Título Original
Frozen

Realizador
Chris Buck e Jennifer Lee

Argumentistas
Jennifer Lee

Elenco
Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad e Santino Fontana


Quando a rainha Elsa (Idina Menzel) acidentalmente usa o seu poder do gelo e amaldiçoa a sua terra com um Inverno infinito, a sua irmã Anna (Kristen Bell), alia-se a um homem das montanhas (Jonathan Groff), à sua rena e a um boneco de neve (Josh Gad) para a salvarem a ela e à sua terra Natal.


A história da Rainha de Neve esteve em desenvolvimento na Disney durante cerca de 74 anos.

O problema principal com o qual todos os argumentistas se encontravam era que não sabiam como relacionar esta rainha, e os seus super-poderes, com a audiência.
Pura e simplesmente não sabiam como transformar esta personagem em alguém que interessasse ao público e com a qual estes iriam simpatizar e criar empatia.

Seria então Chris Buck e Jennifer Lee que iriam finalmente determinar que Elsa não seria a heroína, e foi criada a personagem de Anna, a sua irmã que ficaria encarregue de a salvar e com a qual o público iria passar a maior parte do tempo. E o filme passou a chamar-se Frozen.

Consigo compreender a escolha, mas havia inúmeras formas de Elsa ser a personagem principal e criarem ao mesmo tempo empatia com o público.

Bastava fazer com que ela fosse raptada por alguém quando desenvolveu poderes, pessoas assustadas e que não compreendiam o que ela era e não a queriam no reino.
Então seguíamos o seu desenvolvimento como ostracizada e perdida, enquanto tentava desenvolver e criar os seus poderes, o seu único amigo seria Olaf, o boneco de neve que criou. No fim do filme, ela tinha controlo total sobre os seus poderes, salvava a sua terra natal de algum perigo externo e reencontrava os seus pais.

Mas, com uma box office de quase 1 bilião e meio de dólares, a sequela garantida e o Óscar para melhor filme de animação, não podemos dizer que a sua decisão não tenha sido a correcta.

A história é relativamente simplista, e as personagens não são tão aprofundadas como poderiam ser.
Só conseguimos algum desenvolvimento para Anna e Elsa, e é tudo feito através de músicas, de forma a cativar mais a sua jovem audiência.

Não é que as músicas sejam más, porque não são, têm uma letra simplista mas cativante e que fica no ouvido, especialmente ao fim de as ouvir constantemente em todo o lado.
Mas haveria outras formas mais interessantes de contar a vida destas irmãs sem recorrerem ao truque de Up e o fazerem em menos de 5 minutos.

O que em Up foi maravilhoso e tocante aqui foi apenas forçado, e deixaram notório de que queriam apenas apressar a acção para as gargalhadas e músicas seguintes.

O elenco foi bem escolhido, são pessoas que sabem cantar e preenchem os requisitos do filme.
Dou destaque para Josh Gad, a sua voz é perfeita para Olaf e para a sua personalidade carregada de alegria e uma enorme jovialidade.
Ele, juntamente com a rena de Kristoff, são os que irão oferecer as grandes gargalhadas do filme.

O argumento tem algumas falhas e usa inúmeras muletas para justificar o seu desenvolvimento.

Custa a crer que o poder de Elsa é visto de forma tão estranha por uma sociedade que tem trolls que se transformam em pedras a viver nas suas florestas.
É óbvio que há vários aspectos que é melhor ignorar e aos quais nunca iremos obter respostas. É um filme para crianças, e o argumento é algo secundário ou até mesmo terciário. Talvez seja por isso que um filme inteligente como o The Lego Movie tenha sido ignorado pela Academia no ano seguinte.

O ponto alto do filme, onde ele brilha, e a única coisa que na minha opinião justifica o seu Óscar é a animação.

Todos os artistas envolvidos nesta película da Disney merecem ser felicitados e homenageados pelo trabalho que aqui colocaram.
Desde os castelos e as personagens até ao mais minúsculo floco de gelo, o nível de detalhe e atenção são absolutamente espantosos.

Foi uma equipa enorme a trabalhar com um único objectivo: criar algo magnífico.
E tal como o poder de Elsa consegue criar algo absurdamente lindo, esta equipa demonstrou que não lhe fica atrás.


Veredicto Final: 8/10

Um filme simplista em termos de argumentos e personagens, contudo tem elementos cómicos suficientes para entreter e uma banda sonora de qualidade a acompanhar.
Com um elenco talentoso e apropriado, Frozen é um filme que consegue cativar os mais pequenos e divertir os adultos.

 

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