Lethal Weapon – 1ª Temporada (2016)

Título Original
Lethal Weapon

Género
Acção

Criadores
Mathew Miller

Elenco
Damon Wayans, Clayne Crawford, Keesha Sharp, Kevin Rahm e Michelle Mitchenor


Série de TV baseada na popular saga “Lethal Weapon”, em que um polícia com problemas emocionais devido à morte da sua mulher é colocado como parceiro de um polícia mais velho e veterano que quer apenas paz e tranquilidade até se poder reformar.


Nesta era de remakes, prequelas, sequelas, reboots e constante reciclagem de tudo aquilo que já foi feito, chega-nos Lethal Weapon, a série.

Não é a única série a tentar capitalizar com a nostalgia e sucesso de algo passado, contudo talvez seja a que consiga manter-se mais tempo no ar.
Ao fim de uma primeira temporada de 18 episódios, já foi renovada para uma segunda com 22.

Quando soube que iam fazer isto, odiei e fiquei irritado com o atrevimento de tentarem sujar a imagem que tenho de Lethal Weapon.
É uma das melhores sagas de buddy cop movie de sempre, graças à química de Gibson e Glover aliados ao argumento inicial de Black, conseguiram criar uma dupla que terá sempre o seu lugar na história de Hollywood.

Mais tarde, quando vi o trailer, estava certo e confiante que não ia passar da primeira temporada, que tal como a série Rush Hour, nem sequer iria chegar aos 5 episódios.
Porque há algo muito importante a ter em conta quando tentam criar uma série a partir de este tipo de história: a dupla faz o filme.

Rush Hour é obviamente uma adaptação mais cómica de Lethal Weapon, por isso acabam por ser o exemplo perfeito para a ideia que quero transmitir.
Se formos analisar a história de cada um destes filmes individualmente, é algo preenchido por clichés, muitas one-liners e diálogo um pouco foleiro, e o final é sempre previsível.
Então, o que realmente salva estes filmes e os transforma em algo de sucesso, é a química dos actores principais.
Gibson e Glover; Chan e Tucker.

Com isso em mente, tentar criar uma série com material tão pobre 4/5 vezes falha, porque a química entre os actores principais, ou o seu talento, simplesmente não é suficiente para criar interesse ou estabelecer qualquer tipo de ligação com o público, especialmente quando já vimos essa história antes com actores mais capazes.

Com tudo isso dito, esta série consegue ser melhor do que aquilo que seria suposto.
E é possivelmente um dos meus maiores guilty pleasures, adoro vê-la.

Não há nenhum sentido lógico para eu, ou quem quer que seja, gostar da série.

A história é exactamente como nos filmes, com uma pequena alteração aqui e ali.
O diálogo é foleiro e tudo o que acontece é perfeitamente previsível e cliché.A realização é medíocre e a edição dos episódios é horrível, são várias as cenas em que ao mudarem de ângulo repetem algo que acabámos de ver, do género de alguém pousar um copo e quando mudam de ângulo, vemos esse copo novamente a ser pousado.

A própria acção não sabe o que quer ser, tentando ser realista numas alturas e absurdamente impossível noutras.
Tanto vemos alguém a planear ao pormenor o seu plano de ataque, como uma personagem a saltar de um prédio para o outro, ou cair de um prédio para cima de uma árvore e sobreviver sem grandes danos físicos.

Então, o que salva a série?

Os actores. Dou os parabéns a quem fez o casting, porque adoro todas as personagens e a forma como as caracterizaram.
Nenhum deles oferece prestações dignas de Emmy ou Globo de Ouro, mas também não é esse o objectivo.
Todos os actores resultam nas personagens que lhes foram atribuídas e conseguiram criar e estabelecer um óptimo ambiente de trabalho e uma forte química entre si.
Especialmente os dois actores principais.

Crawford nunca será Gibson e Wayans nunca será Glover. Nem sequer vale a pena comparar as coisas.
Contudo, à sua maneira, criaram um Riggs e um Murtaugh interessantes e de quem é fácil gostar. A relação entre eles é suficientemente convincente, e para seu próprio mérito, Crawford consegue interpretar perfeitamente a loucura e a dor de Riggs.
É provavelmente o melhor actor da série e aquele que tem uma personagem mais tridimensional, não desperdiça a oportunidade que lhe foi dada e consegue desenvolver todos os aspectos necessários que o argumento lhe impõe.

É uma série procedural, como Hawaii Five-O ou CSI, ou seja, tem um grande número de episódios mas nem todos irão contar para a história.
Muitos dos episódios são individuais, com a dupla a resolver um dado crime e a seguir em frente.
Assim sendo, é uma série que será sempre pobre em narrativa, nunca irão acabar um episódio ansiosos pelo segundo, a menos que sejam os do final da temporada. E é por isso que o facto de a dupla ser tão boa é um elemento necessário e importante.

A primeira temporada, sem entrar em spoilers, focou-se na relação inicial entre Riggs e Murtaugh. Vemos a sua relação a crescer e a tornarem-se cada vez mais íntimos e próximos.
Irá também girar muito à volta da morte da mulher de Riggs, de como isso o afectou, como é que ele consegue seguir em frente, e quais as circunstâncias em que tudo isso ocorreu.

Assumo que as pontas soltas desta primeira temporada sejam tratadas no primeiro ou dois primeiros episódios da segunda, e a partir daí iremos ver um crescimento maior em ambas as personagens e começará então um novo mistério e uma nova linha narrativa.


Veredicto Final: 6/10

A melhor forma de ver a série é aceitar que ela foi inspirada pela saga Lethal Weapon, e não que é um remake.
A partir daí, é possível desfrutar da narrativa, da história e das personagens.
Não vem acrescentar nada de novo, e tem imensas falhas em imensos aspectos. Contudo, devido a uma forte química entre as personagens, oferece uma boa dose de diversão e estou realmente ansioso para poder continuar a ver as aventuras de Riggs e Murtaugh.

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