Shooter – 1ª Temporada (2016)

Título Original
Shooter

Género
Thriller

Criador
John Hlavin

Elenco
Ryan Phillippe, Shantel VanSanten, Cynthia Addai-Robinson, Eddie McClintock e Omar Epps


Um thriller de acção sobre uma conspiração, que segue a jornada de Bob Lee Swagger, um veterano que é convencido a regressar ao activo para evitar uma tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos da América.


Tal como mencionei na minha crítica à série Lethal Weapon, existem actualmente vários reboots e remakes na nossa televisão, séries que tentam capitalizar com o sucesso e nostalgia de um produto anterior.

Shooter é apenas mais uma dessas adições, um remake do filme de 2007 com o mesmo nome e com Mark Wahlberg no papel principal, cuja crítica está aqui disponível.

Contudo, este produto tem uma ligeira diferença.
Shooter, o filme de 2007, é baseado unicamente no livro Point Of Impact, escrito por Stephen Hunter. Este escritor criou uma saga inteira à volta da personagem de Bob Lee Swagger, e conta actualmente com 10 livros.
Assim, esta primeira temporada da série baseia-se nos primeiros quatro, e insere muitas outras linhas narrativas e personagens que não foram mencionadas no filme.

Eu não li nenhum dos livros dessa saga, apenas vi o filme, por isso torna-se difícil para mim julgar a narrativa da série comparando-a com a forma como é abordada nos livros.

Antes de fazer pesquisa para esta crítica, achei que o livro Point Of Impact fosse único e não parte de uma colecção.
Assim sendo, achei que tudo o que a série tinha de diferente do filme era uma decisão criativa para se distanciarem e terem material suficiente para desenvolver ao longo dos episódios.

Com isso em mente, acabei a série a achar que a sua linha narrativa estava muito incoerente, com várias inconsistências e problemas de construção, mas acima de tudo, achei que não tinham história suficiente para os 10 episódios da temporada.
Senti que a história se arrastou demasiado com momentos que não o justificaram, e Bob Lee corre tantos riscos que seria impossível não ser apanhado e descoberto.
Ele é o homem mais procurado do país, não há justificação nenhuma para não ser capturado tendo em conta que anda constantemente em público.

Mas, afinal basearam-se em quatro livros, e isso deixa-me ainda mais confuso e desapontado.
É inadmissível que quatro livros tenham sido gastos em dez episódios que têm apenas conteúdo para cinco ou seis.

É uma série que não sabe bem o que quer ser.
Ora é acção, ora é thriller político ora é drama. E nessa dança constante entre ser mais subtil e misteriosa ou ser mais directa e violenta, acaba por se perder e nunca conseguir suceder em nenhum dos seus aspectos.

Esforça-se demasiado para ser inteligente e realista, mas as suas falhas de lógica são tantas que se torna apenas ofensivo.
Bob Lee é um sniper, mas na série consegue ser um génio em tudo aquilo que faz, não há qualquer tipo de falha, nunca está um passo atrás e nunca é realmente enganado, ou pelo menos, não de forma a que o prejudique por muito tempo até ele dar novamente a volta à situação.

Estas não são falhas inéditas à série, o filme sofria também de muitas delas.
O problema é que num filme, sendo algo único, acabamos por deixar passar uma coisa ou outra. Numa série de 10 episódios com duração de 45 minutos cada um, estas falhas e inconsistências acabam por incomodar e irritar mais.

As prestações são muito genéricas, o final é o cliché esperado em que tudo corre exactamente como é suposto. E isso é algo que de forma geral acontece ao longo de toda a série, nunca há nenhum momento de suspense ou em que achamos que as personagens principais correm perigo.
Neste momento existem muitas séries na televisão, e muitas delas são de grande qualidade e talento, esta não é uma delas e não se destaca de nenhumas de género semelhante.

Os vilões são provavelmente a maior falha da série, custa a crer que engendraram um plano supostamente tão infalível, tendo em conta o quão lentos e estúpidos são durante todos os restantes episódios.
Bob Lee tem uma esposa, com quem se encontra frequentemente às escondidas. Não é possível que nunca lhes passasse pela cabeça segui-la ou colocar algum localizador no carro.
Há muitos mais momentos assim ao longo do seu desenvolvimento, falhas óbvias de raciocínio e lógica.


Veredicto Final – 5/10

Shooter é um filme de 2017, e era assim que as coisas deveriam ter ficado.
A série tenta lucrar com o sucesso do filme utilizando o mesmo nome, contudo ao inserir elementos de livros diferentes, distancia-se em demasia, o que neste caso não a beneficia.
Não faz nada para se distinguir das restantes séries que há na televisão neste momento, é previsível, genérica e não consegue destacar-se em nenhum dos aspectos que seria suposto.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s