Equilibrium (2002)

Título Original
EquilibriumTrailer

Género
Acção

Realizador
Kurt Wimmer

Argumentista
Kurt Wimmer

Elenco
Christian Bale, Dominic Purcell, Sean Bean, William Fichtner e Taye Diggs


Num futuro fascista onde todas as formas de sentimentos são ilegais, um homem encarregado de impor a lei vai revoltar-se e tentar destruir o sistema que jurou defender.


Equilibrium é um daqueles filmes que não me farto de ver.
Gosto da acção, acho a história relativamente interessante e as prestações, para o filme que tenta ser, são as esperadas e as apropriadas.

Contudo, quando estreou em 2002, não foi muito bem recebido pela crítica, e devido a um fraco marketing, também nunca conseguiu alcançar o público que era esperado.
Actualmente tem sido mencionado como um dos bons filmes de acção e ficção científica dos últimos anos, apesar de continuar muito desconhecido.

Julgo que se estreasse hoje, tendo em conta o quão mais famosos são os seus actores, e a situação política que atravessamos, seria mais bem recebido e visto de forma mais profunda e filosófica.

Este poderia ser mais um daqueles filmes de acção vazio de conteúdo, mas não é.
E apesar de não se debruçar ou pensar sobre esse conteúdo tanto quando seria possível, distingue-se de muitos filmes de ficção científica quando decide marcar a sua posição: A liberdade de pensamento é uma ameaça para os regimes totalitários.

Equilibrium lança esta questão e vai dançando suavemente à sua volta sem a aprofundar em demasia, enquanto fornece ao espectador uma dose excessiva, mas absolutamente divertida, de acção e adrenalina, com coreografias loucas e trabalhadas.
Coloca tanta acção e momentos de puro clímax que essa questão que levanta acaba por desaparecer e ficar soterrada, ao ponto de ser possível para certas pessoas verem este filme sem compreender bem os temas em que se baseia.
Contudo, para governos ou religiões opressivas e totalitários, este é um filme assustador que toca em assuntos demasiado reais e perigosos.

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O filme ocorre em 2072.
A sociedade vive sob um regime ditador e totalitário, que mata e pune todos aqueles que tentam desafiar a palavra do “Pai”, aquele que ocupa o maior lugar de poder.
Depois da terceira guerra mundial, a humanidade viu-se à beira da extinção, e sabendo que não iriam sobreviver a uma quarta guerra, medidas tinham de ser tomadas.
A conclusão a que chegaram é que o motivo para haver guerras deve-se aos sentimentos, sentimentos como amor, luxúria e qualquer tipo de emoção ou sensibilidade criam uma barreira entre as pessoas e geram conflito.
Assim, todos os membros da sociedade têm de tomar diariamente uma droga que reprime todos e quaisquer sentimentos.

John Preston (Christian Bale) é o nosso protagonista, um clérigo, membro da força policial que procura e pune com morte todos aqueles que se recusam a tomar a droga, aqueles que querem sentir, os Ofensores Sensitivos.
Ao longo do filme, devido a vários factores que não quero aqui explicar, ele vai começar a questionar este regime, as suas crenças e tudo aquilo que sempre defendeu, até inevitavelmente tomar uma decisão extrema mas necessária.

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As artes marciais utilizadas neste filme, apesar de inspiradas por Matrix e muitos outros que surgiram desde então, são únicas e originais já que foram inventadas por Wimmer, o realizador.
Gun Kata“, uma espécie mais trabalhada do gun fu que hoje é tão frequentemente, especialmente nos filmes de Keanu como o recente John Wick 2.
Contudo, só no seu filme seguinte, Ultraviolet, é que Wimmer diz ter conseguido filmar este tipo de luta da forma que pretendia.

Mas, é uma acção que não se esforça para ser minimamente realista, e isso fica bem claro com a cena de abertura.
Ao longo do filme haverão muitos mais momentos semelhantes a esse, carregados de euforia, flashes de luz e cortes rápidos entre ângulos diferentes, que poderão incomodar um pouco em alguns momentos, mas na sua generalidade são divertidos e permitem desfrutar do que está a acontecer.

Em relação à realização e prestações, não há realmente muito a dizer, é tudo muito genérico e a ir de encontro ao esperado deste género.
Mas gosto do argumento que Wimmer criou, sim é um filme de acção, mas nota-se um esforço para dar conteúdo e desenvolvimento à história e à personagem principal, ainda que seja a única que merece essa atenção.


Veredicto Final: 7/10

Um bom filme de acção e ficção científica que se esforça para ter uma história e colocar questões importantes, ao mesmo tempo que fornece acção e coreografias explosivas e fáceis de desfrutar.
É um filme que sabe o que é e se entrega totalmente ao género em que se encaixa, divertido do início ao fim.

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