A Mulher do Viajante no Tempo (2009)

Título Original
The Time Traveler’s Wife

Género
Romance

Realizador
Robert Schwentke

Argumentista
Bruce Joel Rubin

Elenco
Eric Bana, Rachel McAdams, Ron Livingston, Jane McLean e Michelle Nolden


Um bibliotecário de Chicago tem um gene que faz com que ele viaje no tempo involuntariamente, criando complicações na sua vida pessoal e amorosa.


The Time Traveler’s Wife é um filme de 2009, que passou ao lado da maior parte do público.
Primeiro porque não correspondeu às expectativas daquilo que alguns tinham em mente para o filme e depois porque teve o azar de estrear na época em que Twilight estava no seu pico de sucesso, e assim sendo qualquer romance que tenha estreado nessa altura acabou por não chamar a atenção.

E em termos críticos o filme não teve melhor resultado que na bilheteira, o filme recebeu inúmeras críticas negativas e encontra-se com apenas 38% no agregador de críticas Rotten Tomatoes.
Não consigo compreender o porquê.
Julgo que o motivo poderá ser o facto de a ficção científica do filme não ser propriamente explicada, é algo que o público tem apenas de aceitar: Ele viaja no tempo e não controla o quando nem entende o porquê.

Já fiz aqui uma crítica no meu blogue ao filme About Time, e também esse envolve viagens no tempo que nunca chegam a ser justificadas.
As principais diferenças entre os filmes é que enquanto este é um drama romântico com elementos de ficção científica, About Time é uma comédia romântica com ainda menos ficção científica (curiosamente ambos os filmes são com Rachel McAdams).
Contudo, tanto um como outro resultam bem como produto final, se forem aceites por aquilo que são e não pelo que poderiam ser.

Henry (Eric Bana) é alguém que viaja no tempo, ele não consegue controlar o quando isso acontece nem para onde vai, é uma espécie de doença que não pára nem abranda.
Sempre que ele acorda numa outra linha temporal, está nu, e tem de encontrar roupa e dinheiro o mais rapidamente possível, porque não sabe quanto tempo é que vai ter de estar naquela época.
As viagens ocorrem apenas desde o momento em que viajou no tempo pela primeira vez para a frente, por isso nunca irá parar a épocas muito antigas ou algo semelhante.
Haverá também um interesse romântico no papel de Clare (Rachel McAdams) e a forma como se conhecem e se apaixonam está muito bem feita, mas não quero entrar aqui em detalhes porque acho que fica mais bonito e poderoso se forem descobrindo a relação à medida que vêem o filme.

Na minha opinião, se ignorarmos toda a parte da ficção científica, temos aqui um romance dramático de qualidade, capaz de se distinguir e elevar em relação a muitos outros.

São vários os momentos que me fizeram lacrimejar, não só aqueles que envolvem Henry e Clare mas também os pais de Henry.
É óbvio que este tipo de doença afectou a sua vida de forma muito notória e transformou completamente qualquer hipótese de ter uma vida normal com os seus amigos e familiares.
A forma como o filme trata todos esses pormenores, apesar de alguns poderem ter sido mais desenvolvidos, é tocante e difícil de ver.

A realização de Robert tem os seus momentos, especialmente nas cenas finais, mas é sem dúvida o argumento de Bruce que me faz gostar tanto do filme.
Não li o livro, e possivelmente será melhor, se tivesse lido poderia odiar o filme.
Mas sendo o filme a minha primeira apresentação à história, acho que está aqui um bom trabalho, com personagens razoavelmente desenvolvidas e uma narrativa, que apesar de poder ser mais aprofundada, sabe tocar em todos os pontos que deveria.

Em relação às prestações só vale a pena focar McAdams e Bana.
Ambos conseguem capturar a essência das personagens e transmitir bem tudo aquilo que é necessário para dar o poder que as cenas requerem, especialmente em Bana quando está com a sua mãe e Rachel quando tem a primeira grande discussão de casal.
Há algumas cenas em que a diferença de idades entre os protagonistas se torna mais óbvia e incomodativa, mas na generalidade conseguem estabelecer uma boa relação.
Contudo, é no final do filme que a sua química consegue dar as maiores provas de que resulta.


 

Veredicto Final: 7/10

Poderá desapontar quem leu o livro ou quem o vai ver com grandes expectativas de mistério e ficção científica.
Mas para aqueles que procuram apenas um romance com alguns elementos dramáticos e emocionais e apenas o tópico de viagens no tempo para o diferenciar dos restantes, é um filme que vai agradar.
Com um argumento capaz e boas prestações por parte de Bana e McAdams, The Time Traveler’s Wife é um filme tocante que ao fim de ver por várias vezes, me continua a cativar e afectar.

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