(500) Dias Com A Summer (2009)

Título Original
(500) Days Of Summer

Género
Romance

Realizador
Marc Webb

Argumentistas
Scott Neustadter e Michael H. Weber

Elenco
Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Chloe Grace Moretz, Clark Gregg e Minka Kelly


Uma comédia romântica diferente e original focada na longa relação de uma mulher que não acredita em amor e no homem que se apaixona por ela.


Desde Annie Hall e o sempre comparável When Harry Met Sally, que não havia uma comédia romântica com um argumento tão original e tão bem realizada como o surpreendente e inesperado (500) Days Of Summer.

Talvez seja o facto de ser inspirado pela vida de um dos argumentistas, ou pela forma inocente e nada pretensiosa com que a sua narrativa é desenvolvida e estruturada, mas este é um filme extremamente honesto e realista na forma como lida com o amor, com desgostos amorosos e a tentativa de seguir em frente ao fim de sermos completamente destruídos.

Não é surpresa nenhuma que este argumento estivesse na Blacklist de 2006, já que é provavelmente um dos mais bem escritos, estruturados e desenvolvidos que o género de rom-com ofereceu nos últimos anos.
Não é apenas a narração, a história e a forma como é construída ou até mesmo o surpreendente desenvolvimento que é dado às personagens principais, é acima de tudo a originalidade com que equilibra todos esses elementos de forma tão natural e sem aparente esforço.

(500) Days Of Summer segue uma estrutura não linear, o que significa que a linha temporal em que a história nos é apresentada não é feita de forma cronológica, ao invés disso o filme salta de dia para dia ao longo de 500.

Numas alturas Tom (Levitt) e Summer (Deschanel) estão juntos e felizes, de seguida já estarão tristes, de seguida estão separados para depois estarem novamente juntos.
Mas apesar destes saltos no tempo, o filme nunca é confuso ou difícil de seguir, está editado e estruturado de uma forma tão fluida e lógica que se entende na perfeição o desenvolvimento que a relação destes protagonistas sofreu ao longo de todos estes dias, desde o momento em que se conheceram até ao momento final.

E aqui, apesar de já ter dado o mérito aos argumentistas e ao maravilhoso argumento que construíram, tenho também de fazer os mesmos elogios a Marc Webb.
Todo o aspecto visual que é construído à volta do argumento, desde o corte entre ângulos para ajudar certas cenas, até às várias divisões de ecrã e a própria palete de cores que habita no filme, é tudo tão perfeito que custa a crer que é a estreia de Webb enquanto realizador de longas metragens.

Sei que o argumento terá ajudado muito em certos aspectos, mas é inegável que grande parte da orientação criativa terá vindo de Webb, que antes disto já fazia o mesmo com a realização de videoclips musicais, em que teria de conciliar a música com o próprio vídeo de forma a se apoiarem mutuamente.
Essa visão e esse talento são sem dúvida alguma capturados e transportados para este filme, em que até o próprio tom azul é a cor mais poderosa ao longo do filme de forma a aumentar o charme e poder dos olhos azuis de Summer.

É um filme que não se torna repetitivo ou aborrecido em nenhuma das suas etapas, desde o momento em que começa até à altura em que acaba, consegue manter um ritmo leve e animado mesmo nos momentos mais dramáticos e emocionais.
Não tem problemas de desenvolvimento ou grandes falhas e inconsistências.
É um daqueles filmes que tem a qualidade rara de poder ser visto quando acabamos de sair de uma relação ou quando estamos a começar uma, fornecendo em ambos os casos a mesma dose de humor e sentido filosófico sobre a vida e as relações amorosas.

Com prestações cativantes e calorosas de Levitt e Deschanel, que partilham de uma química absolutamente única, e uma banda sonora perfeita para todas as cenas em que é inserida, este é um dos meus filmes preferidos, e um que nunca me farto de ver.

Contudo, deixo a nota: Isto não é um filme de amor, é um filme sobre o amor.


Veredicto Final: 10/10

(500) Days Of Summer é um daqueles filmes raros em que todos os seus elementos se complementam na perfeição sem destoar ou criar alguma falha que prejudique a sua visualização.
Com um dos melhores argumentos de rom-com dos últimos anos e uma estreia fabulosa de Marc Webb na realização, é uma película que consegue divertir, emocionar, sentir e ser sentida, ao mesmo tempo que consegue colocar algumas questões filosóficas sobre a vida e o amor que ficarão connosco bem depois de o filme acabar.
Levitt e Deschanel foram os actores perfeitos para protagonizar estas personagens e a leveza da sua história e envolvimento romântico que é desenvolvida lado a lado com uma banda sonora perfeitamente adequada e de qualidade.

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