Juntos Para Sempre (2017)

Título Original
A Dog’s Purpose

Género
Drama

Realizador
Lasse Hallstrom

Argumentistas
W. Bruce Cameron, Cathryn Michon, Audrey Wells, Maya Forbes e Wallace Wolodarsky

Elenco
Josh Gad, Dennis Quaid, Peggy Lipton, Bryce Gheisar e K. J. Apa


Um cão (Josh Gad) procura descobrir o propósito da sua existência ao longo de várias vidas e de vários donos.


A Dog’s Purpose é baseado na obra com o mesmo título escrita por um dos argumentistas, W. Bruce Cameron.

Contra todas as expectativas foi um filme que conseguiu atingir cerca de 188 milhões de dólares na box-office internacional, com apenas 22 milhões de orçamento.
O surpreendente nisto não é o que conseguiu atingir com um orçamento tão baixo, mas tendo em conta a sua premissa e a polémica que antecedeu o seu lançamento, eu e vários resultados estatísticos esperávamos um valor bem mais baixo.

A controvérsia surgiu quando algumas semanas antes da data de lançamento inicial, a TMZ lançou um vídeo em que supostamente era possível observar um cão a ser mal tratado pelo seu treinador, a ser forçado a entrar numa piscina de água com ondas contra a sua vontade.
Esse vídeo tinha sido claramente editado para dar a entender algo que não correspondia totalmente à realidade, o que veio a ser comprovado mais tarde ao fim de ser feita uma investigação.

Mas com isso ultrapassado ainda tínhamos o problema da premissa do filme em si.
Neste filme é dado a entender que os cães não morrem, apenas reencarnam noutros cães mantendo todas as memórias das suas vidas passadas.
E apesar de, por um lado, isso ser querido e caloroso, acaba por significar também que neste filme vamos testemunhar várias mortes por parte do cão principal, o que certamente acaba por afastar grande parte do público…ou assim eu pensei.

As críticas ao filme foram na sua generalidade todas negativas, e é possível entender o porquê.
A Dog’s Purpose é um filme que nunca sabe bem o que ser ser, alternando entre o drama e a comédia sem qualquer tipo de sucesso.

O facto de um argumento tão previsível e fraco em diálogo e qualquer desenvolvimento de personagens ou até mesmo de narrativa ter cinco argumentistas é provavelmente o mais fascinante neste filme.
A partir do momento em que tinham contratado o autor do livro, não deveria ser preciso mais ninguém, porque este resultado final é absolutamente vergonhoso.

A premissa, apesar de estranha, até poderia ser promissora se aprofundassem realmente todo o aspecto filosófico que aquilo iria implicar para o cão, já que com os cães a reencarnarem, o potencial para o seu conhecimento ou certas recordações seria ilimitado.
Ou, se as reencarnações só acontecem até certo ponto, porque será que depois param? Será que está relacionado com algum propósito? Será que este cão o atingiu no final?

São inúmeras questões que podiam ser colocadas, mas que devido a preguiça ou simplesmente ignorância nunca são aproveitadas, preferindo tentar tocar os corações do público e arrancar algumas lágrimas, algo que dificilmente ocorrerá.

O início até é de certa forma tocante e relativamente carinhoso, o problema é que depois toda a sua segunda parte até ao acto final é completamente vazia e superficial.
Todos sabemos o que vai acontecer e como o filme vai acabar, por isso toda esta duração é apenas algo que temos de tolerar até eles se voltarem a reencontrar, algo que nessa altura já perdeu todo o significado.

Poderia ter sido interessante ver esse desenvolvimento se tivessem também fornecido informações sobre o dono, como a sua vida foi mudando, as saudades que ele podia sentir do cão e de que forma isso o afectou.
Se tivessem criado esses paralelismos talvez a ligação do público com o filme fosse um pouco mais forte, mas isso nunca acontece, e assim somos deixados com um final insípido que se esforça em vão para ser doce.


Veredicto Final: 3/10

É um filme com uma premissa estranha mas promissora, que se desperdiça num argumento pobre e previsível.
Tem um início relativamente bem conseguido, mas que devido a uma ausência de desenvolvimento da história e das personagens perde toda a sua carga emocional quando chega ao fim, numa altura em que era suposto todos termos os olhos em lágrimas.
Com uma realização e prestações apenas medíocres, a única coisa digna de nota são mesmo os cães que conseguem ser sempre queridos e carinhosos.

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