Perseguição Sem Tréguas (1993)

Título Original
Hard Target

Género
Acção

Realizador
John Woo

Argumentista
Chuck Pfarrer

Elenco
Arnold Vooslo, Lance Henriksen, Jean Claude Van-Damme, Kasi Lemmons e Yanci Butler


Uma mulher contrata um homem para a guiar por New Orleans enquanto ela procura pelo seu pai que desapareceu. Juntos descobrem um jogo mortífero de gato e rato por trás deste desaparecimento e de tantos outros.


Nos anos 80 e 90 quando se falavam em filmes de acção, particularmente de filmes do Van-Damme, ninguém esperava um argumento bem desenvolvido ou boas prestações.
Tudo o que a audiência procurava era boas coreografias e inimigos suficientes para Van-Damme poder pontapear durante o filme todo.

Hard Target não vem quebrar o molde e não difere desse registo.
Mas, sendo o primeiro filme de Hollywood realizado por John Woo, havia alguma antecipação e curiosidade em relação ao resultado final, especialmente tendo em conta a limitação que o realizador tinha com a língua inglesa.
Curiosamente, Sam Raimi foi contratado como back-up na eventualidade de Woo poder precisar de ajuda.

No final conseguiram entregar um “bom” filme, com boa acção e um motivo simples para o nosso herói ir combater o mal, mas suficientemente credível para não incomodar a audiência.

Desde o início que nos é revelado que o motivo pelo qual tantos sem abrigos desaparecem é porque aceitam entrar num jogo organizado por Emil Fouchon (Lance Henriksen) e o seu braço direito Pik van Cleef (Arnold Vooslo).
O jogo consiste em eles tentarem alcançar o outro lado do rio com o dinheiro que lhes é entregue, enquanto são perseguidos por ricos que pagaram para os poderem assassinar. Se conseguirem lá chegar antes, não só ficam com o dinheiro como sobrevivem. Assim, Natasha (Yanci Butler) contracta a ajuda de Chance Boudreaux (Van Damme) para a ajudar a encontrar o seu pai, sem saberem que foi a primeira vítima do filme.

Não há surpresas no enredo nem no seu desenvolvimento, sabemos exactamente que os maus vão ser derrotados num grande clímax de acção no terceiro acto. Mas, é exactamente por isso que o filme irá apelar aos fãs do género.

Este é capaz de ser um dos meus filmes preferidos de Van Damme e sem dúvida aquele onde o acho mais cool.
Quanto a Woo, nunca fui grande fã do realizador, havendo apenas três filmes na sua carreira em que consigo ver alguma qualidade, este sendo um deles.
Mas nunca lhe irei conseguir perdoar aquilo que ele fez com MI:2, quase destruindo a franchise.

O filme atingiu o sucesso esperado e momentaneamente até se falou numa nova colaboração entre Van Damme e o realizador, algo que nunca chegou a acontecer devido ao mau ambiente que existia entre os dois.
Supostamente a versão original do filme era mais focada no vilão interpretado por Lance Henriksen do que no protagonista. Ao saber disso Van Damme trancou-se durante dois dias na sala de edição com o seu editor corrigindo e alterando o produto final.

Não é que apoie este tipo de ego e comportamento, mas tendo em conta a popularidade de Van Damme na altura, e sendo ele quem o público queria ver, não posso dizer que tenha sido uma decisão errada.

Não há muito mais a dizer sobre este tipo de filmes numa crítica.

A realização estilizada de Woo tenta fornecer algo de novo e diferente a Hard Target, mas na sua essência é apenas outro filme “tolo” dependente de acção e explosões que se vai acrescentar ao trabalho habitual de Van Damme.

Sendo um filme de Woo esperem todos os seus elementos característicos:
– Reflexos de inimigos em água ou vidro;
– Adversários a conversarem enquanto estão encostados à parede que os separa;
– Acção em câmara lenta;
– Pombas brancas;
– Motas;

Dou um último destaque aos vilões interpretados por Arnold Vooslo e Lance Henriksen.

Não só têm uma motivação assustadora e curiosa para serem como são, mas os actores partilham de uma química com alguma qualidade.
Fossem eles nomes mais populares e certamente teria havido uma espécie de prequela com as suas personagens, o que até seria interessante se fosse bem desenvolvida.


Veredicto Final: 7/10

Esta é uma nota dada dentro daquilo que já é esperado por este tipo de filmes da década de 90.
Woo oferece alguma inovação e uma realização mais estilizada, mas na sua essência é apenas mais um filme de acção com Van-Damme que irá conseguir divertir os seus fãs.

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