All Nighter (2017)

Título Original
All Nighter

Género
Comédia

Realizador
Gavin Wiesen

Argumentista
Seth W. Owen

Elenco
Analeigh Tipton, Emile Hirsch, J.K. Simmons, Meta Golding e Jon Daly


Um pai demasiado afastado devido ao trabalho, decide fazer uma surpresa e visitar a sua filha, apenas para descobrir que ela desapareceu.
Sem saber a quem recorrer é forçado a juntar-se ao seu ex-namorado na tentativa de a encontrar ao longo de uma noite traumatizante.


Quando vi o trailer para este filme pela primeira vez, achei que iria ser uma comédia divertida, previsível e com momentos um pouco mais forçados, mas ainda assim divertida.
Bom, não me enganei totalmente naquela afirmação.

All Nighter começa com uma premissa diferente e com alguma promessa, mas qualquer possibilidade de sucesso é rapidamente descartada, e apesar de só ter 86 minutos de duração, o filme arrasta-se demasiado parecendo uma eternidade.

Seth não sabe desenvolver o seu argumento, são perfeitamente notórios os vários momentos em que ele se deixa encurralar pela sua história. E, sem saber para onde ir de seguida, ele inventa momentos cada vez mais estranhos, bizarros e simplesmente desnecessários num desespero total de arrancar algumas gargalhadas à sua audiência.

Gavin, se fosse um realizador mais talentoso poderia ter trabalhado melhor a edição e mantido uma rédea mais curta no exagero que ocorre em vários momentos, mas infelizmente ele parece tão perdido como o argumentista. Não há qualquer esforço notório para elevar o filme, é tudo muito preguiçoso.

O único elemento positivo deste filme é J.K. Simmons, e nota-se que o papel foi escrito exactamente a pensar neste actor.
Contudo, nem o seu talento e carisma conseguem criar gargalhadas ou trazer alguma, tão necessária, leveza a esta película.

As piada não atingem o alvo, é tudo muito forçado, previsível e desnecessário.
Não sinto necessariamente uma má prestação por parte de Simmons, porque isso não é possível, mas também não há aqui nada que mereça mérito. É notório e louvável o que ele tenta fazer com o diálogo fraco que lhe forneceram, mas não o eleva de forma nenhuma.

Emile é um bom actor, mas este nunca seria o papel apropriado para si.
Um Jesse Eisenberg ou Michael Cera iriam ficar muito melhor aqui, contudo tendo em conta as falhas que o filme tem, o resultado final não seria muito melhor.


Veredicto Final: 3/10

Um argumento fraco, sem desenvolvimento e que exagera em demasia num óbvio desespero em tentar arrancar gargalhadas ao público.
Salva-se a prestação de Simmons, que é sempre carismático e interessante, mas não é motivo suficiente para ver isto.
É um filme que se esquece mal acaba de se ver, não há nada de memorável.

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