Criminoso (2016)

Título Original
Criminal

Género
Acção

Realizador
Ariel Vromen

Argumentistas
Douglas Cook e David Weisberg

Elenco
Kevin Costner, Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Ryan Reynolds e Gal Gadot


Numa última tentativa de parar uma organização terrorista, as memórias e segredos de um agente da CIA recentemente falecido são transferidas para mente de um presidiário no corredor da morte, na esperança de que ele termina a missão que o agente não conseguiu.


Vou começar esta crítica com uma curiosidade sobre este filme que achei extremamente poderosa e uma óptima crítica ao filme em si:
Nicolas Cage recusou um papel principal neste filme.

Quando Nicolas Cage, o homem que diz sim a tudo e a qualquer coisa, recusa entrar num filme, então é porque estamos a lidar com algo de qualidade extremamente questionável.

Criminal é realmente filme desses, cuja única hipótese de não ser esquecido pela sua audiência é se ela estiver demasiado irritada com o que acabou de ver para o poder fazer.

Em 1995, Michael Mann realizou Heat, reunindo Robert De Niro e Al Pacino no grande ecrã, e criou um dos melhores filmes de polícias e ladrões de sempre.
Então, quando foi anunciado que Pacino e De Niro se iriam reunir em Righteous Kill em 2008, as expectativas eram altas, e o filme foi uma desilusão. Não foi uma desilusão por as expectativas serem altas, mas sim por ser um filme extremamente fraco em todos os aspectos, até nas próprias prestações destes dois grande actores.

Criminal está na mesma situação quando volta a reunir Tommy Lee Jones, Kevin Costner e Gary Oldman, o elenco de JFK, filme realizado por Oliver Stone em 1991.
Este é um filme que desperdiça completamente o seu elenco, e só há dois motivos para os actores terem aceitado entrar neste projecto:
– Para Tommy Lee Jones, Gary Oldman e Kevin Costner o motivo terá sido dinheiro e a possibilidade de voltarem a trabalhar juntos.
– Para os restantes foi apenas uma oportunidade de partilharem o ecrã com os actores que mencionei antes, na esperança de aprender algo e de poderem colocar no currículo que já contracenaram com aquelas lendas.

Bill Pope (Ryan Reynolds) é um agente da CIA numa missão em Londres que tem como objectivo localizar o hacker “The Dutchman”. Quando ele cai numa emboscada e é morto, um projecto experimental é usado para transferir as suas memórias para um criminoso no corredor da morta, Jericho Stewart (Kevin Costner).
Quando ele acorda com as memórias de Pope a sua missão é encontrar o hacker e fazer o negócio que já tinha sido combinado antes que este comece a Terceira Guerra Mundial ao deixar cair o seu programa nas mãos erradas. Contudo, nada corre como esperado, existem reacções adversas, e Jericho escapa, enquanto é perseguido pelo governo e pelos criminosos.

É uma premissa absurda, e apesar de Reynolds entrar por pouco tempo no filme, continua a ser muito semelhante a Self/less, outro projecto seu, também ele fraco e horrível.

Não há nada de errado num filme que tem uma premissa absurda ou ridícula, desde que depois saiba decorar o resto com acção de qualidade, boas prestações e um desenvolvimento cativante e que irá entreter o público.
O problema é que nada disso acontece aqui. A acção é toda ela muito pouco trabalhada ou impressionante, os actores dizem as suas falas sem qualquer tipo de convicção ou esforço em convencer o público e a própria realização de Ariel é preguiçosa e um pouco perdida em várias das cenas chave do filme.

Kevin Costner já provou no passado a sua capacidade para interpretar psicopatas, contudo esta sua prestação neste filme é sempre exagerada e ridícula.
Não é uma personagem que esteja bem escrita e desenvolvida, mas a grande falha é que Costner não consegue ser aquele tipo de pessoa, ou pelo menos, não assim da forma que a desenvolveram aqui.
Oldman passa o seu tempo a gritar e a exagerar na prestação, tentado compensar a falta de argumento e Jones está sempre tão duro e tenso que parece que estão a obrigá-lo a fazer o filme.

Os argumentistas e o realizador não são suficientemente subtis para conseguir desenvolver a acção e as personagem em simultâneo.
Então, o que temos é uma tentativa falhada que tenta alternar estes dois passos, não sucedendo em nenhum deles.


Veredicto Final: 3/10

Um filme de acção sem acção de qualidade e com uma premissa absurda que nunca consegue ser devidamente explorada e desenvolvida.
Tem um elenco talentoso mas é desperdiçado em personagens vazias e diálogo foleiro e forçado, originando prestações horríveis por parte de todos os envolvidos.
É na minha opinião um filme que só irá agradar aos menos exigentes do género, e mesmo assim…não posso dar garantias.

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