Prison Break: Resurrection (2017)

Título Original
Prison Break: Resurrection

Género
Crime

Criador
Paul Scheuring

Elenco
Dominic Purcell, Wentworth Miller, Sarah Wayne Callies, Robert Knepper e Amaury Nolasco


Sete anos depois, devido a uma informação que chega às mãos de T-Bag, Lincoln e Sara descobrem que Michael está vivo e numa prisão no Yemen.


(Para algumas pessoas, eu poderei aqui ter colocado três spoilers.
Digo “poderei” porque para mim foram óbvios no primeiro episódio, mas poderão não ser para outras pessoas, ou então poderão não querer a confirmação das suas suspeitas).

Quando Prison Break estreou em 2005, ofereceu-nos uma das melhores temporadas de sempre. Bem escrita, bem interpretada, com um diálogo de qualidade e um argumento extremamente original e inteligente.

Infelizmente, essa qualidade não se conseguiu manter, e apesar da segunda temporada ainda ter muitos momentos que merecem ser respeitados e homenageados, foi o começo do fim.
A terceira temporada, devido à greve dos argumentistas, foi extremamente fraca, repetitiva e absurda em muitos dos momentos que julgava ser inteligente, e a quarta já não conseguiu salvar os estragos que tinham sido feitos.

Depois dessa quarta temporada saiu um filme para televisão que iria encerrar a história e atar todas as pontas soltas, de forma a satisfazer os fãs que aguentaram a tortura de verem um história tão boa e as personagens que amavam a serem sucessivamente desperdiçadas.

E agora, 8 anos depois desse final, surge uma nova temporada, ou um evento único (Prison Break: Resurrection) que contraria tudo o que tinha sido feito no final anterior, e tenta dar uma nova conclusão a esta história.

Antes de começar vou já deixar bem claro que, se vocês não gostaram da terceira e quarta temporada, também não irão gostar desta, já que os erros são exactamente os mesmos.
Esta é uma temporada que só irá interessar aos fãs mais leais, a quem sente saudades das personagens e a todos aqueles que querem um final diferente do que tinham até ao momento.

Só poderá interessar a essas pessoas porque em termos de qualidade, originalidade ou inteligência continua tão limitada como as temporadas anteriores e inferiores que já conhecemos.
Em todos estes nove episódios que completam esta temporada, só houve um momento em que fui apanhado de surpresa, e isso deveu-se apenas ao facto de ser algo extremamente estúpido e desnecessário, que marca um novo “low” para a série.

Desde o primeiro episódio que soube quem era o vilão e como é que eles iam conseguir regressar à América, a partir daí fui juntando muito facilmente todas as peças e desvendado claramente a narrativa, evitando todas as surpresas ou revelações chocantes e inesperadas que eles julgavam estar a oferecer.

É uma temporada que não tem, de todo, a inteligência de antes.
Se Michael afinal não morreu, então eu já sei que ele vai acabar esta temporada vivo, porque não o iam ressuscitar para depois o matar novamente.
Se Sara está casada com outra pessoa, então eu sei que ele terá de morrer ou ser o vilão da história, porque ela tem de ficar com Michael.
Se uma personagem diz que trabalha num navio para um capitão corrupto, então eu sei que mais tarde ou mais cedo ele irá ser subornado.
Podia continuar, mas julgo que deu para entender…

Juntando a isto momentos simplesmente frustrantes, como o deixarem vivo por duas vezes um terrorista que os persegue apenas para criarem novos momentos de tensão, e decisões criativas semelhantes a essa, esta temporada é um autêntico desperdício.

Enquanto que a primeira série era surpreendente, inteligente e credível, nesta temporada o plano de Michael está preparado para tudo, apesar de ter sido planeado há 7 anos atrás. E isso não se torna surpreendente ou divertido, é apenas absurdo e ofensivo.
Recordou-me os planos ilógicos que vemos em filmes como Velocidade Furiosa 8.

Os únicos aspectos positivos são as prestações, muitos dos actores que conhecemos voltam para interpretar as personagens que adoramos.

Infelizmente, muitos deles voltam apenas por isso, por o público gostar delas, e T-Bag é o exemplo mais óbvio.
Esta é uma das personagens preferidas, tão desprezível, odiável e detestável que conseguiu tornar-se agradável de ver no ecrã.
Mas nesta temporada é absolutamente desnecessário, ele está lá praticamente apenas para entregar uma carta no início e fazer algo no final,  ambas coisas que podiam ser feitas por qualquer outra pessoa, se a história o decidisse permitir.
Os criadores sentiram-se obrigados a colocar a personagem que os fãs queriam ver, e compreendo isso, mas desperdiçaram-na completamente, juntamente com o talento de Robert Knepper.

Isto mesmo acontece também com várias das personagens novas que nos são apresentadas, algumas delas estão lá apenas para ocupar espaço no ecrã e ajudaram o episódio a ser mais longo, mas que na grande escala das coisas, não ajudaram a história nem o seu desenvolvimento, são apenas mais “bala para canhão”.

É bom ver Wentworth e Dominic de novo como irmãos a interpretarem estas personagens, mas infelizmente não é suficiente para salvar a temporada ou justificar a sua existência.


Veredicto Final: 5/10

Uma temporada que infelizmente não justifica a sua existência.
Só irá agradar àqueles que estavam desejosos por um final diferente para estas personagens, porque de resto continua com a mesma qualidade inferior que as últimas temporadas da série original.
Com um argumento previsível e absurdo e personagens desperdiçadas e subdesenvolvidas, esta nova adesão à saga de Prison Break não vem de forma nenhuma redimir a série.

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