Crítica – Luta de Profs (2017)

Título Original
Fist Fight

Género
Comédia

Realizador
Richie Keen

Argumentista
Van Robichaux e Evan Susser

Elenco
Charlie Day, Ice Cube, Tracy Morgan, Jillian Bell e Dean Morris


Quando um professor acusa outro de destruir propriedade escolar e de atacar os alunos com um machado, causando a sua demissão, ele é desafiado para uma luta ao fim das aulas.


Esta vai ser uma crítica muito curta, simples e directa.
E não é só por eu ter odiado este filme e tudo o que ele representa, mas simplesmente por não haver muito que possa ser dito sobre algo assim, ou pelo menos, muito que me interesse aqui escrever.

Fist Fight é lixo.

É algo vazio de qualquer conteúdo, por mais que tente no final convencer de que tem uma mensagem, ele não tem nada.
É um conjunto de personagens completamente vazias e tão finas como uma folha de papel, a dizerem asneiras e a gritarem durante 90 minutos, enquanto eu fazia o mesmo à espera que o filme acabasse.

A premissa de Fist Fight é simples, mas até tem o seu charme.
Um professor faz com que outro seja despedido, então vão lutar um com o outro no final das aulas.

Mas uma premissa só nos pode levar até certo ponto, a partir daí é preciso desenvolver essa ideia e transformá-la numa história coerente e decente, com personagens desenvolvidas, diálogo e uma narrativa que caminha em direcção a algo.
E este filme não tem nada disso, nem se esforça minimamente em fazê-lo.

Aliás, este filme nem se passa no planeta terra em que vivemos, passa-se nalguma realidade alternativa.
Uma realidade em que os alunos podem destruir propriedade escolar de uma escola, estacionar o carro do director dentro do edifício, dar drogas a um cavalo e soltá-lo pelos corredores, ou até mesmo agredir e colocar em risco a vida dos professores.
E os professores encontram-se no mesmo registo. Desde aquele que destrói uma sala de aula com um machado e ameaça os alunos, até à professora que toma drogas e faz constantes referências ao desejo que sente em fazer sexo com os seus alunos.

A única coisa que os argumentistas se preocuparam em fazer foi colocar as personagens a dizer e fazer o maior número de asneiras possíveis, e nesse aspecto dou-lhes os parabéns.
Quando um filme antes dos 30 minutos de duração já teve três ou quatro piadas envolvendo pénis, há realmente que admirar o quão degradante e o quão baixo os argumentistas estão dispostos a ir no seu desespero de tentar forçar uma gargalhada por parte do público.

O comediante Jimmy Carr uma vez durante um espectáculo seu, teve uma pessoa na plateia que gritou:
– A minha mãe morreu de cancro.
E Carr ficou confuso, porque não estava a contar uma piada que envolvesse mães, cancro ou morte. E disse a esse espectador que isso não tinha nada a ver com a sua piada, ao qual ele respondeu:
– Pois não, mas teve mais piada que isto.

Fist Fight para mim está nesse nível. É uma comédia apenas em termos teóricos, porque na prática não há nada de cómico no filme todo.

Um filme pode ser porco, pode ter asneiras, pode ter piadas a envolver pénis e drogas e tudo o que quiserem, mas necessita de ser inteligente na forma como o faz. Precisa de ter uma narrativa e personagens que interessem ao espectador, precisa de ter algo.
Fist Fight não tem nada.


Veredicto Final: 1/10

Acho que a nota fala por si.
Fist Fight representa tudo o que há de errado com muitas das comédias de hoje em dia, e com o próprio processo como muitos estúdios vomitam material para cima do público.

É um filme que pega numa premissa que dá para um episódio de 30 minutos e a arrasta ao longo de 90, metendo o máximo de asneiras pelo meio de forma a tentar distrair a audiência. Não resulta.

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