Power Rangers (2017)

Título Original
Power Rangers

Género
Aventura

Realizador
Dean Israelite

Argumentista
John Gatins

Elenco
Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Ludi Lin e Becky G.


Um grupo de adolescentes, escolhidos para serem os novos Power Rangers, ganham habilidades que terão de usar para salvar o planeta.


GO! GO!POWER RANGERS!!!

Passados mais de 20 anos desde que a série de Power Rangers chegou ao pequeno ecrã, e várias aventuras cinematográficas – de qualidade questionável, no mínimo – depois, os fãs recebem finalmente os seus heróis no grande ecrã, com o merecido tratamento blockbuster.

Admito que apesar de nunca ter sido um grande fã da série, cresci com ela a dar na SIC, e assim sendo são heróis que me trazem alguma nostalgia e boas recordações de infância.

Aparentemente este sentimento não foi popular, e com os resultados de box-office desapontantes que este filme teve, duvido muito seriamente que uma sequela esteja nos planos do estúdio.
O que deve ser extremamente doloroso e chocante para o produtor Haim Saban, já que ele tinha previamente anunciado que haviam planos para seis filmes!

Mas ao fim de ver o filme, compreendo o porquê de os fãs não se terem interessado muito por esta reimaginação das suas personagens.
Não é que o filme seja mau, até porque me surpreende pela positiva.

O problema é que se leva demasiado a sério, e para os fãs da série original, habituados a uma explosão de cores em todas as cenas, um diálogo extremamente foleiro e cómico e personagens excêntricas e ridículas, este filme foi o completo oposto.
Temos aqui um filme escuro, com cores saturadas, e apesar de termos uma boa dose de diálogo constrangedor ele nunca consegue ser necessariamente cómico, em vez disso nota-se que há um esforço para desenvolver as personagens e para tentar tratar o material com alguma seriedade.

Curiosamente, a melhor parte do filme é aquela em que os Power Rangers não aparecem.

Quando estamos apenas com os adolescentes, a conhecê-los, a aprender quem eles são e quais os problemas da sua vida pessoal e a forma como se tentam relacionar e desenvolver a sua amizade, estamos entretidos, e até certo ponto, interessados no que o argumento nos tenta contar.

Mas quando o filme passa para as montagens de treino e para a batalha final, em que temos o confronto dos Power Rangers com Goldar, o inimigo gigante controlado por Rita Repulsa, torna-se tudo demasiado aborrecido, previsível e um pouco embaraçoso, como irei explicar mais à frente.

Os jovens actores, apesar de ainda inexperientes e com muito espaço para melhorias, oferecem prestações decentes, com RJ Tyler e Dacre Montgomery a destacarem-se e a demonstrarem muito potencial para o futuro.

Bryan Cranston e Bill Hader fazem apenas trabalho de voice-over.
Hader é simplesmente irritante e a forma como a personagem é tratada revela bem que não sabiam o que fazer com ela, e assim sendo o seu humor nunca acerta o suposto alvo.
Já Cranston, apesar de ter uma voz grave e autoritária, apropriada para a personagem que desempenha, está apenas neste filme para fornecer diálogo expositivo e explicar às personagens e à audiência tudo o que está a acontecer e quem é quem.

Elizabeth Banks fornece a pior prestação do filme.
Eu compreendo que ao interpretar uma personagem chamada Rita Repulsa, a tentação seja exagerar e ser over the top. O problema é que este filme decide fazer exactamente o oposto, e assim sendo, a forma como ela interpreta a sua personagem, com tantos maneirismos e excentricidade, destoa completamente do resto do filme, das outras personagens e, de forma bem geral, do tom que todos tentam criar.

O argumento tem vários momentos forçados e com clichés, e falha completamente com o humor, por mais que RJ Tyler se esforce.

Contudo, como já disse antes, até cerca de metade do filme, quando conhecemos apenas os adolescentes, o argumento consegue estar relativamente bem estruturado e cria empatia suficiente com o público para eu gostar de ver uma sequela com todas estas personagens.

Infelizmente, a batalha final é que já não tem o mesmo efeito.

É genérica, aborrecida e extremamente dependente de CGI, que não sendo do melhor que se vê actualmente, e aliado a um diálogo horrível, fez-me desligar completamente do filme e da experiência que estava a ter.

E, é óbvio que o final é criado de forma a lançar uma sequela, inclusive com o piscar de olho ao Ranger verde numa cena pós-créditos, mas como disse no início da crítica, duvido que venha a acontecer.


Veredicto Final – 5/10

Um filme muito diferente do que esperava, mas que me surpreendeu.
Os Power Rangers são uma desilusão, mas os adolescentes em que eles se encontram são bastante interessantes, o suficiente para eu ter curiosidade numa possível sequela, mesmo que ela provavelmente nunca chegue.

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