Resident Evil: Vendetta (2017)

Título Original
Resident Evil: Vendetta

Género
Animação

Realizador
Takanori Tsujimoto

Argumentista
Makoto Fukami

Elenco
Erin Cahill, John DeMita, Kevin Dorman, Matthew Mercer e Orion Acaba


Chris Redfield, com a ajuda de Leon S. Kennedy e Rebecca Chambers, tenta parar um mercador da morte, decidido a espalhar um vírus mortífero em New York por vingança.


Ao fim de seis filmes live action, com qualidade cada vez inferior, estes filmes animados continuam a distinguir-se pelo esforço constante em melhorar, e pela história que, apesar de simplista, consegue entreter e fornecer grandes momentos de acção e algum horror.

Vendetta é o terceiro filme de CGI que Resident Evil nos proporciona, e apesar de já não me recordar bem dos outros dois, julgo que a abertura deste é capaz de ser o melhor que vi dentro do género.

Tal como nos outros dois filmes, uma das personagens principais é Leon S. Kennedy, contudo desta vez ele é acompanhado por Chris Redfield e Rebecca Chambers.

O vilão é Glenn Arias, alguém que conseguiu transformar o vírus da Umbrella numa arma bem mais perigosa, já que agora permite que os zombies sejam direccionados para todas as outras pessoas enquanto ele e todos os que levarem um injecção, sejam ignorados. De certa forma, os zombies são o seu exército privado.
A única esperança da humanidade é Rebecca, e a cura que ela julga ter criado.

O interessante em Arias é o seu passado, é alguém que sofreu, que foi atacado de forma bem injusta e desproporcional.
E apesar de nunca sentirmos que a reacção dele é justificada ou que, para sermos honestos, faça grande sentido, continuamos a ter alguma empatia pela dor que ele sentiu e continua a sentir, bem como aqueles que lhe são mais próximos.

Mas no final de tudo, temos uma história cliché, com um final previsível e um “boss” final extremamente exagerado e ridículo, algo que infelizmente tem sido hábito da saga de Resident Evil nos últimos anos, tanto nos filmes como nos jogos.

O grande momento deste filme, e o melhor que já vi nesta saga desde há muito tempo, é a cena de abertura.

A abertura deste filme é horror puro, claustrofóbico e absolutamente intenso e vibrante.
Se o filme mantivesse esse tipo de tom durante o resto da sua duração, poderíamos muito bem ter aqui um dos melhores filmes de terror do ano, ainda que em animação.
Mas isso rapidamente é sacrificado para dar lugar à acção.

E esse é outro aspecto que me irrita em Resident Evil, uma saga que começou como terror, o grande survival horror dos videojogos, foi perdendo a sua essência ao longo dos anos, passando apenas a focar-se na acção e em monstros com designs cada vez mais exagerados e ridículos.
Apesar de ter que dar os devidos parabéns ao último jogo da franchise, que parece ser um regresso às origens e que espero que se mantenha, tal como também espero que os próximos filmes que foram anunciados se foquem mais nesse tom.

Os actores fazem um bom trabalho com as suas vozes, ainda que o diálogo tenha os seus momentos em que seja um pouco foleiro.

O CGI está muito bom, e apesar de haver alguns momentos em que se nota um certo arrastamento, ou as bocas não conseguirem acompanhar perfeitamente o que estamos a ouvir, a melhoria tem sido constante neste tipo de filmes.

E a forma como conseguem capturar a acção, está realmente muito bem feita.
Dou o mérito ao realizador Takanori e a toda a sua equipa técnica, todas as cenas de acção de Leon e Chris são extremamente divertidas e imaginativas, especialmente quando se encontram no corredor do edifício de Arias.

Se tiver de apontar um defeito, ou algo que me incomodou, já que defeito pode não ser o termo apropriado, é que este filme continua a parecer um videojogo, e não um filme.

A forma como o argumento se desenvolve, o diálogo das personagens e até mesmo a forma expositiva como detalha os objectivos da missão, nunca dá a sensação de estar a ver um filme, mas sim um conjunto de cutscenes que são exibidas entre os momentos de jogo.

E isso é uma falha que o argumento aqui não consegue corrigir.
Como disse no início, não me recordo dos dois filmes anteriores, por isso não sei se será algo comum ou mais particular de Vendetta. Mas aqui, sem dúvida que há muitos momentos em que a história parece estar a explicar directamente ao jogador aquilo que ele vai ter de fazer de seguida. Até o boss que é derrotado, regressa novamente com um design diferente para um segundo round, algo típico nos jogos desta franchise.


Veredicto Final: 5/10

Apesar de desperdiçar o potencial que a sua cena de abertura parecia querer oferecer, Vendetta é um bom filme de acção, com alguns elementos de horror, e excelentes coreografias, bem realizadas e editadas.
É uma possibilidade de voltar a ver estas personagens que tanto gostamos, numa história que tenta ser divertida, apesar de previsível.
Pode não ser tudo o que esperávamos, mas continua a ser muito melhor que os live actions realizados por Paul W. S. Anderson.

 

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