Crítica – Big Mouth: 1ª Temporada (2017)

Título Original
Big Mouth

Género
Animação

Criador
Jennifer Flackett, Andrew Goldberg e Nick Krolll

Elenco
Nick Kroll, John Mulaney, Fred Armisen, Jordan Peele e Maya Rudolph


Um grupo de adolescentes tenta lidar com os problemas da puberdade e com a manifestação monstruosa com que eles são representados.


A imaginação e criatividade com que as pessoas conseguem abordar os vários temas da vida, nunca deixam de me surpreender.
E a forma como a adolescência e toda aquela fase da puberdade é abordada em Big Mouth não é nada menos do que genial e absolutamente louco e hilariante.

As séries de animação têm começado realmente a ficar muito inteligentes e divertidas, e esta, apesar das suas limitações, consegue ser mais uma adesão de sucesso a essa colecção já tão vasta.

A ideia da série é que os monstros das hormonas são as criaturas responsáveis por fazer com que os adolescentes passem por todas as fases horríveis da puberdade, desde a menstruação nas raparigas até ao excesso de erecções inoportunas nos rapazes.

Pode parecer ridículo e absurdo, mas ao fim do primeiro episódio conseguimos logo compreender onde a série quer chegar, e identificamos-nos com muitas das situações, por mais exageradas que possam ser.

Nick Kroll, criador da série e voz para cerca de 12 personagens diferentes, demonstra realmente um novo talento criativo com Big Mouth, e reúne aqui um elenco de vozes cómicas extremamente talentosas com: John Mulaney, Fred Armisen, Jordan Peele, Maya Rudolph e muitos mais, incluindo o convidado especial Nathan Fillion.

Ainda não há confirmação para segunda temporada, e esta primeira é curta, com apenas 10 episódios a rondar os vinte e poucos minutos cada um.

Não sei se na segunda temporada irão haver mais episódios, mas eu espero que não, até seria benéfico reduzir o número para 6/8.
Ao fim do quinto episódio desta primeira temporada, ficou bem claro que os argumentistas começaram a ficar sem material ou sem saberem como desenvolver a história e as personagens.

Até ao quinto episódio, a história mantém um ritmo constante, mantém coerência e as personagens desenvolvem-se de forma lógica, dentro daquilo que este material absurdo permite.

Mas os restantes episódios são contraditórios em relação a muita da informação que nos é apresentada antes, desde quem é que consegue realmente ver os monstros das hormonas até ao facto de haver um adulto que tem ainda consigo o seu próprio monstro das hormonas agora mais velho.

E não só se perderam na história, como o humor começa a ficar muito mais seco e forçado, e em alguns casos, simplesmente nojento e repugnante.
É possível que hajam aqueles que adorem a série do início ao fim, mas pessoalmente, sinto uma enorme quebra de momentum no quinto episódio que nunca mais conseguem recuperar.

As personagens em si conseguem ser todas decentemente cómicas, umas mais que outras, mas todas contribuem à sua maneira para o desenrolar da história.
O Coach Steve, no entanto, é a personagem mais irritante, forçada e desnecessária de toda a série, e como é óbvio, começam a utilizá-la muito mais na segunda metade da temporada, quando se encontram de mãos atadas e sem saber o que fazer.

O último episódio cria um mistério que poderia ser interessantíssimo e criar um cliffhanger decente para uma segunda temporada, mas é rapidamente posto de parte em troca de mais uma piada que não atinge, nem de perto, aquilo que os argumentistas pretendiam.


Veredicto Final: 7/10

Até ao quinto episódio é das melhores coisas que vi nos últimos tempos, extremamente cómica, original e hilariantemente absurda; contudo, a segunda metade da série tem uma descida drástica em qualidade.
Continuo a recomendar, porque é algo realmente peculiar e único que merece ser visto, mas espero que a segunda temporada seja mais bem estruturada e sem quebras na comédia e no tom.

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