Crítica – The Good Place: 1ª Temporada (2016)

Título Original
The Good Place

Género
Comédia, Drama, Fantasia

Criador
Michael Schur

Elenco
Kristen Bell, Ted Danson, William Jackson Harper, Jameela Jamil e D’Arcy Carden


Ao fim de morrer, uma mulher luta para tentar definir aquilo que é ser “bom” e corrigir as suas inúmeras falhas e egoísmo excessivo.


Esta crítica contém spoilers do final da primeira temporada.

The Good Place, uma série extremamente original, com o maravilhoso Ted Danson e criada por Michael Schur, argumentista talentoso e a mente por trás de Parks And Recreation, uma das minhas séries preferidas.

Tinha muita coisa a seu favor, mas infelizmente, só a partir da segunda temporada é que começa realmente a atingir o seu potencial e a criar alguma espécie de humor e comédia de relevância.

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) faleceu recentemente e acorda no lugar bom, o equivalente ao céu.
Lá, ela conhece Michael (Ted Danson), o arquitecto do bairro onde vai viver e que lhe explica que devido à forma maravilhosa como ela viveu a sua vida, de forma altruísta e sempre disposta a ajudar tudo e todos, ela está agora a ser recompensada, num lugar maravilhoso, rodeada de pessoas igualmente maravilhosas.

Mas há um pequeno problema, eles estão enganados, houve alguma confusão.
Eleanor viveu uma vida horrível, é uma pessoa má, cínica, arrogante, egocêntrica, egoísta e sem qualquer tipo de qualidade humana que se pareça sequer com bondade.
À medida que o lugar bom começa a implodir, devido ao vírus que ela é para tudo o que aquilo representa, Eleanor terá de tentar melhorar a pessoa que é ou contar o seu segredo e correr o risco de ser expulsa para o lugar mau.

A premissa da série é extremamente cativante e original, e há sem dúvida alguma momentos muito únicos e interessantes ao longo da primeira temporada,mas de uma forma bem geral torna-se uma experiência mais frustrante e confusa do que era esperado, apesar de ser também mais profunda que o esperado.

O problema é que a única altura em que esta série faz sentido é quando no final é revelado que afinal eles estão no lugar mau, e que tudo aquilo que testemunhámos antes era uma espécie de tortura psicológica que os demónios estavam a testar.

Eu tento sempre evitar colocar spoilers nas minhas críticas, mas este é um caso excepcional.
Eu não vou dizer que adivinhei o twist do último episódio, mas desde o início que achei que se passava algo de errado e que se aquilo realmente fosse o céu, eu iria preferir estar no inferno.

As personagens são todas extremamente irritantes e desagradáveis, gritam falsidade e têm personalidades desprezíveis.
E isso é um grande problema, eu só consegui gostar de Ted Danson, todos os outros eram um incómodo constante, até mesmo Kristen Bell.

Bell tem uma boa prestação, o problema é que até ser revelado que estão no lugar mau, a história é absolutamente incoerente, estúpida e completamente frustrante.
Eleanor é uma personagem horrível, e não há justificação nenhuma para ninguém a querer ajudar ou gostar dela, por isso são 12 episódios de pessoas a tentarem salvar alguém de quem o espectador já desistiu desde o primeiro episódio.
E o mesmo pode ser dito dos restantes intervenientes.

Supostamente este sempre foi o final planeado, mas não me surpreenderia nada se este final tivesse sido criado à última da hora ao aperceberem-se da porcaria que fizeram com esta primeira temporada.

Aliás, quando a personagem de Michael, no final, implora ao seu “chefe” por mais uma oportunidade, que agora sabe o que tem de corrigir e tudo o mais, eu imaginei o Michael Schur a ter uma conversa muito semelhante com os executivos da NBC, porque fiquei fascinado quando soube que isto tinha sido renovado para uma segunda temporada.

E aqui, excepcionalmente, terei também de falar da segunda temporada.

A série melhora muito, desde o argumento e da narrativa até às próprias personagens, que parecem agora mais humanas e toleráveis, com Ted Danson a ser ainda melhor que na temporada anterior.

A partir do terceiro episódio as coisas começam realmente a fluir sem qualquer tipo de problema, e apesar de adivinhar mais um final com grandes consequências e reviravoltas, acredito que esta viagem vá ser muito mais agradável que a anterior.


Veredicto Final
5/10

Esta nota reflecte unicamente a primeira temporada, a segunda aparenta ser muito melhor.
O final explica muita coisa, sem dúvida, e tem a sua inteligência, mas não consegue dar-me prazer de forma retroactiva em relação aos 12 episódios frustrantes e confusos que tive de ver antes.
Aconselho a segunda temporada, julgo que será possível verem apenas o último episódio da primeira sem ficarem perdidos com a narrativa.
Esta só vale mesmo pelos momentos com Ted Danson.

Anúncios

One thought on “Crítica – The Good Place: 1ª Temporada (2016)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s