Crítica – Assalto ao Shopping (2017)

 

Título Original
Security

Género
Acção, Crime , Thriller

Realizador
Alain Desrochers

Argumentistas
Tony Mosher e John Sullivan

Elenco
Antonio Banderas, Ben Kingsley, Liam McIntyre, Cung Le e Katherine de la Rocha


Um ex-soldado, que trabalha como segurança de centro comercial, terá de proteger uma rapariga de onze anos que está a ser perseguida por um grupo de assassinos que querem impedi-la de testemunhar em tribunal.


Admito, magoou-me ver aqui Antonio Banderas e Ben Kingsley.

Um filme de tipo B lançado directamente para DVD, com um orçamento extremamente baixo e protagonizado por Antonio Banderas e Ben Kingsley em lados opostos do conflito.

Seduzidos?

Não sabia da existência desta película, tropecei nela por acaso ao navegar pela Netflix e ao reconhecer Antonio Banderas na capa e não ver algo com ele há algum tempo, decidi testar…todos cometemos erros.

Desde o começo que Security deixa bem claro o filme que vai ser, e sejamos honestos, ninguém espera que um filme destes seja bom.

Os filmes de tipo B não são necessariamente filmes bons, são filmes maus que têm a capacidade de se tornar extremamente divertidos por reconhecerem o quão vazios e supérfluos são.
E não há nada de errado com isso, há muitos filmes desse género que eu adoro e consigo ver vezes e vezes sem conta.

O maior problema de Security é que não se quer resignar com aquilo que realmente é, então tenta ser algo mais mas não tem capacidade para chegar lá, aliás, nem sequer está no mesmo sistema solar daquilo que tenta alcançar.

Todos os momentos em que tentam desenvolver alguma das personagens, ou algumas das relações entre elas, o filme morre, puro e simplesmente.

A narrativa é preguiçosa, segue todas as batidas que se esperam e tem o diálogo mais vergonhoso e descabido que vi recentemente, não há nenhuma personagem, a não ser talvez Eddie (Antonio Banderas), que pareça uma pessoa real. São todos uma amálgama de várias personalidades diferentes.

E depois há comportamentos que simplesmente não se entendem, os vilões que são apresentados como uma força extremamente eficaz atacam os agentes do FBI com meia dúzia de soldados, e mais tarde para cinco seguranças, têm o triplo das pessoas e até snipers.
Destroem o portão do edifício com um jipe, mas depois um deles começa a escalar pelo prédio.
E os walkie-talkies que mencionam ser de curto alcance e que é possível que falhem, funcionam sempre sem quaisquer tipo de problemas independentemente da distância entre eles.

A nível de prestações, há duas que tenho de mencionar:
Antonio Banderas e Liam McIntyre.

Banderas é supostamente a personagem principal e o herói do filme, mas só intervém no combate em três momentos, o resto é remetido para os outros intervenientes, e não compreendo o porquê.
Custa-me ver este actor em papéis destes, porque ele consegue fazer acção, tem carisma e movimenta-se bem, esses seus poucos momentos têm coreografias decentes, aliás, o filme tinha beneficiado se Banderas fosse o único segurança.

Já Liam irei destacar por motivos diferentes.
A personagem dele é a coisa mais estúpida e contraditória que alguma vez vi.
É completamente over-the-top, exagerado e ridículo, desde o penteado à Ace Ventura até às piadas secas e forçadas que cospe constantemente nos primeiros cinco minutos.

Tem todos os sinais de que será aquela personagem que vai dar problemas, chegando mesmo a considerar ficar com dinheiro em troca da vida da rapariga que tentam defender mais tarde.
Passados dez minutos, é humilde, corajoso, sério e arrisca a sua vida para salvar os outros, tem até direito a um interesse amoroso que surge do nada.

Num filme com tantos defeitos, esta personagem é talvez aquilo que destoa mais.


Veredicto Final
2/10

Disse-o antes e volto a repetir, o filme nunca sabe o que vai ser, ou o que deve ser.

Este filme, para resultar só precisava de Banderas.
Ele seria o único segurança, sem outras personagens mal desenvolvidas e sem interesse a ocupar espaço e tempo de ecrã.
Colocavam-no mais destruído, com stress pós traumático e quase a explodir. Quando chegassem esses vilões atrás de uma rapariga inocente, iriam rapidamente arrepender-se ao encontrarem uma espécie de Rambo mexicano em Banderas, improvisando armas com o cenário disponível.

Seria à mesma um filme B e foleiro, mas seria também divertido, algo que Security nunca consegue ser.

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