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FX despede Louis CK de todos os seus projectos e cancela o contracto

FX está a cortar todos os seus laços com Louis CK, depois de cinco mulheres o terem acusado de assédio e má conduta sexual, e do próprio ter admitido a verdade desses testemunhos.

A FX anunciou que encerra assim a sua longa e produtiva relação com o escritor/realizador/actor/produtor.
Louis irá ver o seu crédito como produtor a ser removido de Better Things, Baskets, One Mississippi e The Cops, irá também deixar de receber a sua compensação e o cancelamento do contracto geral com a sua produtora Pig Newton.

Numa declaração a FX disse o seguinte:
Louis has now confirmed the truth of the reports relating to the five women victimized by his misconduct, which we were unaware of previously. As far as we know, his behavior over the past 8 years on all five series he has produced for FX Networks and/or FX Productions has been professional. However, now is not the time for him to make television shows. Now is the time for him to honestly address the women who have come forth to speak about their painful experiences, a process which he began today with his public statement.

FX Networks and FX Productions remain committed to doing everything we can to ensure that all people work in an environment that is safe, respectful and fair, and we will continue our review of all of these productions to ensure that was and is the case.

Esta notícia sai horas depois do estúdio The Orchard cancelar o lançamento do novo filme de Louis, I Love You Daddy, que tinha sido adquirido em Setembro no TIFF por 5 milhões de dólares.
A Netflix também cancelou o especial de comédia que iria lançar do comediante, e a HBO retirou todo o material de Louis CK da sua plataforma.

Apesar de achar que o comportamento dele é nojento e repugnante, acho que tudo isto foi um pouco exagerado nas suas proporções.
Ele merece ser punido e castigado, contudo, não merece que a sua carreira seja arruinada. Nunca tocou em ninguém, e apesar do que fez ser sem dúvida errado, não está ao nível das restantes alegações de violação, violência e pedofilia que têm andado a circular sobre outras celebridades.

Roman Polanski foi acusado de violar uma menor e continua a trabalhar.
Woody Allen casou com a sua filha adoptiva e continua a trabalhar.
Victor Salva esteve preso por pedofilia e este ano lançou um filme novo.
Chris Brown agrediu violentamente a sua namorada e continua a trabalhar.
R. Kelly urinou em cima de fãs e continua a trabalhar.

Neste momento anda um holofote muito grande sobre Hollywood e os estúdios sentem-se pressionados a agir desta forma apenas porque têm medo de represálias, mas acho que há certas decisões que deviam ser mais bem ponderadas.
Custa-me como fã do seu trabalho saber que isto pode ter sido o fim, pelo menos nos próximos anos, mas respeito a FX por só ter cancelado o contracto ao fim de Louis confirmar as alegações.
Incomoda-me imenso aqueles que decidem arruinar logo a carreira de alguém sem qualquer tipo de provas e apenas porque alguém surge com alegações anos depois sem qualquer tipo de prova.


Primeiras reacções a Justice League

O embargo das redes sociais foi levantado para o novo filme do DCEU, Justice League.

O universo cinematográfico da DC foi lançado oficialmente com Man Of Steel, mas podemos dizer que as coisas começaram a tomar uma forma mais concreta com Batman V Superman: Dawn Of Justice em 2016.
O universo continuou a expandir-se com Suicide Squad em 2016 e Wonder Woman em 2017.

De todos estes, o único filme que recebeu realmente aclamação por parte da crítica e dos fãs, foi a mais recente tentativa, Wonder Woman.
Se bem que continuo a achar que Man Of Steel é um filme mais desvalorizado que deveria ser.

Deixo então aqui então o link para algumas dessas reacções: 
http://collider.com/justice-league-reviews/



Reshoots
de All The Money In The World irão custar milhões ao estúdio

A decisão tomada por Ridley Scott, Imperative Entertainment e Sony Pictures de substituir Kevin Spacey com Christopher Plummer no filme All The Money In The World vai ter um preço bastante alto.

Ao fim das alegações de assédio e assalto sexual feitas contra Kevin Spacey, Scott tomou a decisão de que seria mais benéfico para o filme colocar outro actor no papel secundário do drama baseado em factos verídicos, em que Spacey interpretava o bilionário J. Paul Getty.
Contudo, o estúdio quer manter a data de lançamento de 22 de Dezembro, o que torna isto num cenário extremamente complicado, já que têm de filmar todas as cenas de Spacey com Plummer, reeditar o filme e refazer todo o material promocional apenas no espaço de um mês.

Especialistas dizem que apenas a criação de novos trailer, posters, materiais promocionais para os cinemas e quaisquer extras de campanha poderão custar milhões ao estúdio se considerarmos a urgência com que terão de ser feitos.
Só os 8 a 10 dias de reshoots com Plummer irão rondar os 2.5 milhões de dólares.

Mark Wahlberg e Michelle Williams irão regressar para filmar novamente as suas cenas que protagonizaram com Spacey, já que Plummer não irá filmar as suas cenas em frente a um ecrã verde de forma a inseri-lo na filmagem já realizada.

Aparentemente a maior parte das filmagens envolvem-no a interagir com poucos actores, e assim sendo tanto o realizador como o estúdio acharam que seria mais económico e prático recrear as cenas do que usar CGI para o inserir nas que já tinham filmado.

Acho esta parte da decisão louvável, já que inserir actores em CGI não só fica mais caro, como fica sempre com uma qualidade inferior e mais falsa, algo que iria prejudicar imensamente o filme.

As filmagens terão lugar nas próximas semanas, e o objectivo é ter o filme pronto a 15 de Dezembro, de forma a tentar salvar a sua campanha para os Óscares.
Spacey seria supostamente o centro dessa campanha, que iria começar com a estreia no festival AFI, mas isso está obviamente cancelado.

Irão perder o prazo para muitas das cerimónias, por isso a esperança neste momento é apenas os Óscares, e com sorte, talvez os Globos de Ouro antes disso.

Os rumores são de que Williams oferece uma grande prestação, por isso talvez seja ela agora o centro da campanha, dependendo da prestação de Plummer.

Outra motivação extra para lançar o filme ainda este ano, é o facto de em Janeiro estrear a série Trust realizada por Danny Boyle e que trata exactamente o mesmo tema.

Há jornalistas a louvar a decisão moral de Scott e do estúdio, eu consigo ver para além desse fumo que tentam lançar na nossa direcção.
Isto não foi uma decisão moral, foi uma decisão de negócios. Eles calcularam os custos e chegaram à conclusão de que se não alterassem o filme, não só iriam ter menos pessoas a irem vê-lo como ninguém iria votar nele nas cerimónias devido à presença de Spacey.

Foi também uma jogada muito inteligente, já que com esta polémica, o filme está no centro das atenções e haverá uma curiosidade extra em ver o resultado final.

Foi uma decisão interessante, e inédita, esta de Scott e do estúdio, resta saber se conseguem fazê-lo com sucesso.
Se há realizadores que o consigam, Ridley é sem dúvida um deles.

Deixo aqui o trailer para o que poderia ter sido, algo que continuo com uma vontade enorme de ver:

 

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