Crítica – Ash VS Evil Dead: 2ª Temporada (2016)

Título Original
Ash VS Evil Dead

Género
Acção, Comédia, Fantasia

Criadores
Ivan Raimi, Sam Raimi e Tom Spezialy

Elenco
Bruce Campbell, Ray Santiago, Dana DeLorenzo, Lucy Lawless e Ted Raimi


Ash passou os seus últimos 30 anos a evitar a maturidade, responsabilidade e o próprio terror de encarar tudo o que lhe aconteceu.
Até que uma nova praga de Deadites ameaça a destruir o mundo, e ele é a única esperança da humanidade.


(Esta crítica contém spoilers em relação ao final da primeira temporada)

Quando deixámos Ash, Pablo e Kelly, eles iam a caminho de Jacksonville com a promessa de que não voltariam a ser incomodados por nenhuns dos demónios libertados por Ruby.

Como é óbvio, esta promessa não cria necessariamente nenhuma dúvida para o espectador do que irá acontecer, e tal como esperado, logo no primeiro episódio da segunda temporada, as coisas correm mal e Ash e companhia são chamados de volta à acção.

A temporada irá envolver uma outra personagem muito importante, mas prefiro não desenvolver essa parte da narrativa, o essencial a ter em conta para aquilo que vos espera é que Ruby perdeu o controlo sobre os demónios que soltou, e Ash é, novamente, a única esperança dela e da humanidade.

De resto, aplica-se aqui tudo aquilo que disse em relação à primeira temporada.

Tudo o que funcionou nessa primeira iteração da “ressurreição” de Ash, funciona aqui uma vez mais.
E aplica-se novamente a regra do exagero crescente. O gore, a violência, e momentos absolutamente nojentos e repugnantes são aqui levados a limites que nunca julgámos ser possíveis.
O que, sejamos honestos, só vai colocar um sorriso na cara dos verdadeiros fãs de Evil Dead que já sabem o que esperar desta personagem e desta franchise.

Se tiver de apontar defeitos a esta temporada será em relação ao tom que é estabelecido em alguns dos episódios.

Há momentos mais dramáticos e sentimentais, que tentam criar alguma espécie de emoção e peso para as personagens.
Não há nada de errado com isso, antes pelo contrário até poderia melhorar a série, o problema é que nunca houve o cuidado de deixar esses momentos respirarem.

Assim, quando morre uma personagem importante para Ash, numa altura em que a relação deles parecia estar a melhorar e a ser tudo o que pretendiam, há uma piada meros segundos depois.
E isso é algo que acontece ao longo da temporada em todos os outros momentos do género, o que acaba por criar um contraste defeituoso que prejudica tanto a emocionalidade prévia como a comédia que se segue.

Se os argumentistas querem começar a introduzir mais peso e carga emocional, o que eu acho que é necessário para garantir a continuação da série, eles precisam de compreender que terão de sacrificar o timing cómico, e abrandar com o humor nas cenas seguintes, caso contrário acabam por destruir tudo o que tentarem construir.

Por fim, em relação ao final da temporada.

Honestamente, senti que isto seria o final perfeito para a série.
Sim, duas temporadas sabe a pouco, mas da forma como acaba, não faz grande sentido estar a insistir mais, Ash parecia realmente ter encerrado este capítulo de vez, apesar de haver algumas falhas lógicas e questões de coerência que ficam por esclarecer.

A terceira temporada irá estrear em breve, e sei que a justificação para os mortos aparecerem de novo será ridícula, absurda e irá fazer-me rir e ver tudo o que vem depois com grande prazer.

Mas, não irá conseguir responder à questão do: Para quê?
A não ser com um: Because I’m Ash, and I do as I please.

E apesar de querer estar enganado, sinto que chegará a altura em que isso saberá a pouco, até para algo tão leve e ilógico como Ash.


Veredicto Final
7/10

Tudo aquilo que torna a série especial, regressa aqui de forma triunfal, podendo até argumentar que conseguem aumentar a fasquia do gore e do exagero para algo que não julgávamos ser possível.

Mas, a narrativa em si é prejudicada um pouco pelo contraste negativo que é feito entre os momentos mais emocionais e o timing cómico que ocorre logo de seguida.

É uma temporada que sucede no que pretende, mas tem mais falhas que a anterior, e termina de uma forma que não pede nem exige por continuação.

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