Crítica – The Invitation (2015)

Título Original
The Invitation

Género
Drama, Mistério, Thriller

Duração
100 minutos

Realizadora
Karyn Kusama

Argumentistas
Phil Hay e Matt Manfredi

Elenco
Logan Marshall-Green, Tammy Blanchard, Emayatzy Corinealdi e Michelle Krusiec

Sinopse
Ao ser convidado para um jantar na sua antiga casa, um homem começa lentamente a aperceber-se que a sua ex-mulher e o seu novo marido poderão ter intenções sinistras para os seus convidados.


“I’m so glad you’re here. We have a lot to talk about. So much to say tonight.”

The Invitation, apesar daquilo para que o trailer parece apontar, nunca chega a ser um filme de terror, mas também nunca tem essa ambição.
É um thriller dramático, com alguns elementos de suspense e mistério.

Existe o lema de que o que interessa é a viagem e não o destino, e isso aplica-se perfeitamente a este filme, porque desde o início, começando até pelo próprio poster, que tudo aponta muito claramente para o clímax final, a única questão é:
Como vamos chegar até lá?

E tenho de admitir, apesar de haver alguns momentos que poderão parecer um pouco mais lentos do que deveriam, a realização de Kusama tem algum brilho e perspicácia, na forma como filma a história e a conta ao espectador, especialmente com alguns close-ups que ajudam a aumentar um pouco o ambiente de paranóia e dúvida.

As prestações não são nada de outro mundo ou de divinal, mas todos conseguem capturar minimamente a essência das suas personagens, com Logan Marshall-Green a ser aquele a quem é dado mais material com o que trabalhar.

The Invitation é um slow burner, humilde e comedido que nunca tenta ser mais ambicioso do que aquilo que sabe ser no seu núcleo.
Contudo, a cena final escapa um pouco a isso, e julgo que tenta acrescentar à história algo que não era necessário, e que até se torna um pouco confuso em termos logísticos.

Mas, à excepção desse pequeno pormenor, não tenho necessariamente grandes falhas a apontar.
Poderão dizer que é previsível, e que se arrasta demasiado para algo que já sabemos que vai acontecer, e consigo compreender essa perspectiva, mas são momentos que se tornam úteis para desenvolver não só as personagens mas também o sentimento de paranóia que a personagem principal sente, e que tenta afectar também o próprio espectador.

As cenas que parecem mais lentas, se forem bem analisadas, nunca abandonam o suspense e o mistério, existe sempre algo por trás da cortina.
Com uma duração de 100 minutos, julgo que não seja um filme que abuse da sua estadia.

VEREDICTO FINAL
✭✭✭✭✭✭
(6/10 )

The Invitation não é um daqueles filmes imperdíveis, mas é um filme sólido que entrega perfeitamente aquilo a que se propõe.

Não fosse a cena final, que na minha opinião prejudica e contraria um pouco certas partes anteriores, e julgo que até lhe poderia dar uma estrela a mais.

Com uma realização segura e calculada e prestações minimamente cativantes, é um filme que não necessita de grandes nomes para carregar a sua história de thriller e suspense.

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